Recentemente foram publicadas fotos de um bichinho de estimação em uma conta do #Instagram, as imagens têm intrigado pessoas que utilizam a rede social, a grande questão levantada sobre foi a discussão sobre o animal se tratar de um #Cachorro ou de um #gato.

As imagens publicadas na página de Atchoum tiveram uma reprodução mundial e devido a essa enorme repercussão a proprietária do bichinho, uma mulher residente em Quebec, no Canadá, resolveu se expressar na rede social afirmando que as fotos eram de uma gata. O excesso de pelo, de acordo com pronunciamento da dona, era em decorrência da hipertricose, também conhecida com a síndrome do lobisomem, uma doença congênita rara.

Hipertricose em humanos

A hipertricose é uma doença que acomete também pessoas, os seres humanos portadores da mesma, apresentam a maior parte da sua pele coberta por pelos, excetuando as palmas do pés e das mãos. Se trata de uma mutação genética extremamente rara, tanto que entre os humanos, foram relatados somente 50 casos até os dias dias atuais, desde o período da Idade Média, época em que surgiu o primeiro caso da doença. O primeiro caso foi documentado no ano de 1648, um homem chamado Pedro Gonzales, que nasceu em Tenerife, nas Ilhas Canárias, e por se tratar de uma condição hereditária, seu filho, duas filhas e um de seus netos também foram afetados. Todos foram enviados a França como uma curiosidade para a nobreza, pois se tratava de algo nunca antes visto, completamente desconhecido e novo.

Além do excesso de pelos, os indivíduos acometidos por esta doença não apresentam nenhuma outra alteração, por isso fatores como a expectativa de vida ou o risco de adquirir alguma outra enfermidade são os mesmos de um indivíduo normal. Porém, pessoas que sofrem com esse distúrbio, em grande maioria das vezes, ficam isoladas e apresentam baixa auto-estima devido a sua aparência, o que as torna mais vulneráveis mentalmente, e consequentemente, mais propensas a apresentar algum tipo de problema psicológico, como a título de exemplo, a depressão.