No dia 23 de novembro de 1924, o jornal The New York Times anunciava que o Universo era maior do que se imaginava. A pequena nota, publicada na página 6 do jornal, relatava que o astrônomo americano Edwin Powell #Hubble tinha descoberto que muitas das nebulosas espirais do céu noturno eram na verdade sistemas estelares, uma espécie de “universos ilhas” longínquos.

A descoberta foi realizada a partir de observações no Observatório Monte Wilson. Hubble estudava as estrelas do tipo Cefeida da então “Nebulosa” de Andrômeda. Esse tipo de estrela já era conhecida no início do século 20, por serem muito brilhantes e por variavam seu tamanho em intervalos regulares. Medindo a luminosidade e o período de variação das Cefeidas era possível descobrir a que distância essas estrelas estavam. Uma técnica inovadora de medir distâncias no espaço.

Hubble descobriu que as cefeidas de Andrômeda estavam muito distante, a quase 1 milhão de anos-luz da Terra. É tão distante que o astrônomo chegou a conclusão que a nebulosa só poderia ser na verdade uma outra galáxia, totalmente distante da nossa, a Via Láctea.

Em 1925, o estudo foi apresentado formalmente e causou ansiedade na comunidade científica. Aos poucos novos estudos e novas #Galáxias foram sendo mapeadas, ampliando o tamanho do Universo conhecido. Atualmente, estima-se que existam mais de 100 bilhões de galáxias, apenas em nosso Universo observável. Entretanto, novos estudos apontam que nosso Universo poderia ter até 2 trilhões de galáxias.

Rota de colisão

Hoje, com cálculos mais modernos, sabe-se que a Galáxia de Andrômeda está a 2,5 milhões de anos-luz e que inclusive ela é maior que a Via Láctea, contendo duas vezes mais estrelas.

Além da descoberta das galáxias, Edwin Hubble também foi um dos protagonistas na descoberta de que o Universo está em expansão. Analisando a luz emitida pelas galáxias, ele notou que as linhas do espectro da maioria delas estavam deslocados na direção do vermelho, o que indicava que elas estavam se afastando. A descoberta se tornou nos primeiros passos em direção à teoria moderna do Big-Bang.

Ironicamente, a galáxia de Andrômeda não está se afastando. Neste momento, a galáxia está vindo na nossa direção e deve colidir com a Via Láctea, daqui a alguns bilhões de anos. As duas galáxias devem acabar formando uma única e gigantesca galáxia. Os astrônomos já escolheram até mesmo o nome dessa futura galáxia: Lactômeda.

Em homenagem às suas grandes descobertas para a #Astronomia, a Nasa nomeou seu primeiro telescópio espacial com o nome de “Hubble”. Lançado em 24 de abril de 1990, desde então o Telescópio Hubble se tornou numa das principais ferramentas dos astrônomos para descobertas em astrofísica e cosmologia.