Uma grávida, de 23 anos, na província de Hubei, localizada na Região Central da República Popular da China, identificada como Wu, tomou a difícil decisão de interromper sua gravidez no sexto mês depois que os médicos lhe comunicaram o que tinha sido descoberto em sua ecografia. O exame revelou que o feto em seu ventre tinha uma aparência similar a de uma #Sereia, tendo algo como uma cauda em vez de pernas. Além disso, seu fígado era diminuto e ele não tinha bexiga.

Essa condição, chamada de sirenomelia ou síndrome da sereia, uma deformação de origem genética extremamente rara (afeta um a cada cem mil bebês nascidos) caracteriza-se, entre outras coisas, pela fusão das pernas do feto, formando algo parecido com uma cauda.

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Em muitos casos, bebês sofrendo dessa condição não alcançam o quinto dia depois do nascimento devido a infecções. Quase metade dos portadores do problema morrem ainda como fetos. Os médicos estimaram que a criança de Wu morreria poucas horas depois do parto e sugeriram a interrupção da gravidez, opção aceita por Wu.

A síndrome, porém, não é sempre uma sentença de morte tão imediata. A garota americana Shiloh Pepin, apelidada de garota-sereia, uma das mais famosas portadoras da condição, viveu até 2009, quando faleceu de pneumonia aos dez anos de idade, tornando-se a mais longeva pessoa com #sirenomelia conhecida.

Suas pernas eram fundidas, como acontece como os portadores desse mal, e não podiam ser separadas cirurgicamente sob pena de vasos sanguíneos serem danificados. Além disso, segundo informou o doutor Matthew Hand, que tratou a menininha, Pepin não tinha útero, órgãos sexuais, bexiga, reto, ou intestino grosso e só possuía um rim.

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Em sua curta vida, ela sofreu mais de 150 operações e não tinha meios naturais para realizar excreção.

Provavelmente, não era uma vida que Ariel, a Pequena Sereia da Disney, inspirada na imortal criação do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, fosse invejar, mas a pequena Shiloh Pepin lutou por ela valentemente todos os dias enquanto viveu, comovendo aqueles que conheceram seu embate e sua coragem, e chegou a aparecer no programa da célebre apresentadora americana Oprah Winfrey. Sim, existem pequenas sereias no mundo real e a história de Shiloh Pepin nos mostra que elas são ainda mais fascinantes e inspiradoras que suas contrapartes do cinema e da literatura. #Maternidade