Chelsea Poole nasceu sem útero e sem #vagina, devido à Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, condição que atinge uma em cada cinco mil mulheres.

Sua infância transcorreu sem que ela ou qualquer outra pessoa percebesse qualquer coisa de diferente nela. Apenas com a chegada da adolescência, mais especificamente aos 13 anos, que ela procurou orientação médica porque nunca tinha menstruado enquanto suas amigas já tinham todas tido a primeira menstruação. Dos treze aos quinze anos, ela foi submetida a exames, mas os médicos não conseguiram descobrir nenhum problema, concluindo que ela era um caso de desabrochar tardio, apenas. Falaram-lhe para só voltar para mais testes aos 16 anos. Logo que completou essa idade, ela apresentou-se para mais testes e os médicos acabaram por diagnosticá-la com um caso de hímen imperfurado, caso em que o hímen bloquearia completamente a vagina, retendo sangue da menstruação.

Os médicos acreditavam que um simples procedimento de quinze minutos resolveria o problema. Apenas durante a cirurgia que os médicos descobriram que a situação era um pouco mais complicada do que isso: depois de quatro horas na mesa operatória, ela foi ela foi informada de um fato: não tinha útero. Uma vez diagnosticada com a síndrome, ela decidiu comunicar o diagnóstico apenas a seus parentes mais próximos. O diagnóstico foi um golpe duro que a fez questionar sua própria identidade. Aos 16, em vez de se preocupar com maquiagens e rapazes, como suas colegas, ela se perguntava se um dia poderia fazer #sexo ou ter um filho. “Sinceramente, eu enveredei por um caminho realmente sombrio porque, embora seja uma questão física, é também algo psicológico. Eu vivia me comparando às outras pessoas e não me achava normal”, explicou a moça ao jornal britânico The Sun.”

Ela teve que se submeter a um tratamento para desenvolver sua vagina, permitindo-lhe fazer sexo. Em 2014, aos 19 anos, ela teve sua relação sexual. Ela preferiu não revelar antes disso a seu companheiro sua condição: “Depois, eu abri o jogo e ele me apoiou muito, mas eu não quis minha condição pairando sobre minha primeira vez.”

Como ela é capaz de produzir óvulos, mas ainda não possui útero, ela só pode ser mãe biológica se outra pessoa carregar seu filho no ventre. Ela chegou, no passado a recorrer ao álcool como um apoio diante da sensação de desorientação causada pelas limitações impostas por sua condição, mas diz ter percebido que a vida continua e que ela tem que fazer o melhor possível e que só lhe restam duas opções, sentir pena de si mesma ou continuar vivendo sua vida, subentendendo ter escolhido a segunda opção.