A vítima acorda, mas não consegue se mover ou falar, gritar por socorro é impossível ela pressente uma presença maligna observando-a, às vezes até mesmo encarapitada sobre seu peito sufocando-a, mas não pode fazer coisa alguma para se defender. Não é um pesadelo: trata-se de um caso de paralisia do #Sono. A condição pode ocorrer quando a pessoa está entrando no estágio REM do sono, que é caracterizado por rápidos movimentos dos olhos e paralisia dos músculos, ou acorda antes que este estágio tenha terminado. O resultado é que a pessoa acabou de recuperar a consciência, o cérebro está acordado (na verdade, até mesmo hiperalerta ao que acontece ao seu redor, o que, segundo os cientistas, explica sensações como a de estar sendo vigiado – a mente está paranoica) e o corpo ainda está paralisado.

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Um ataque de paralisia do sono costuma durar de poucos segundos a alguns minutos, embora haja raríssimos casos que chegaram a durar mais de uma hora.

Não há consenso entre os especialistas quanto a que proporção da população mundial já sofreu uma experiência de #paralisia do sono. Pesquisas diferentes, fazendo uso de metodologias diferentes, encontraram resultados radicalmente diferentes, que vão desde uma porcentagem de um dígito apenas até pouco mais da metade da população mundial. O que se sabe com certeza é que algumas pessoas sofrem vários ataques do problema durante a vida enquanto algumas passam pelo drama poucas vezes ou mesmo apenas uma.

Além de caracterizadores como surpresa, paralisia, sufocamento e sensação de estar sendo observado por presenças malignas, a experiência muitas vezes é acompanhada de alucinações visuais e auditivas e da sensação de estar levitando ou sendo arrastado para fora do corpo.

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Por tudo isso, a paralisia do sono é tida por muitos pesquisadores como uma explicação científica para os relatos de pessoas que afirmam ter sido abduzidas por alienígenas ou terem sido atacadas por entidades sobrenaturais. Algumas culturas, claro, veem a condição de uma maneira diferente. Em algumas regiões africanas, ela é atribuída a zumbis, no Japão, à ação de um monge demoníaco que encadeia as vítimas, no Caribe, é atribuída à ação de bebês mortos antes do batismo.