É isso mesmo, ela se casou no civil com irmão usando a procuração de seu marido. A história é estranha, mas é verdade, e é recheada de nuances e loucuras. Hoje Jucimara é casada há 30 anos com Agápito.

Quando ela o conheceu, ele estava noivo e comprando os móveis para mobiliar sua nova casa. O encontro foi na loja em que ele havia comprado os móveis, tinha ido pagar as compras. Isso ainda no século passado! Idos de 80. A moça ficou deslumbrada com o rapaz, mas ele era casado. Não era para ela.

O rapaz ainda deu uma brecha pra ela, quando ela desejou um bom #Casamento, ele a perguntou se era isso mesmo que ela queria. Um clima rolou, mas ela disse que não era bem aquilo, mas...

Publicidade
Publicidade

Ele riu e saiu.

Mas num acampamento da igreja no Carnaval o reencontro improvável aconteceu. Ele estava com a noiva, e não se lembrou de onde havia conhecido. Ela "de pronto" o relembrou do primeiro encontro. Apesar de trocarem olhares, como o rapaz era noivo, a possibilidade de romance estava descartada. Mas nem tanto, ao final do acampamento, ele a convidou para sair. Era quarta de cinzas. Ela topou.

No horário marcado, ele estava lá. Ao entrar no carro, a moça percebe que Agápito está sem a aliança. Ele confirmou que tinha separado da noiva. Passaram a tarde conversando num parque até que no retorno para casa, já no portão da casa da amada, ele deu um adesivo para ela que perguntava: "posso te dar um beijinho?". Ela deu um selinho, ou melhor, na época, uma bitoca nele e saiu correndo do carro.

Publicidade

O começo das loucuras: noivado no carro e com a aliança da ex.

No dia seguinte, o rapaz diz que havia sido transferido de Fortaleza para Boa Vista, Roraima, a trabalho. Tudo conspirava contra e o tempo urgia! No mesmo dia o rapaz já levou Jucimara para conhecer os pais. Ela o ouviu dizer que iria buscar os pertences na casa da noiva e a moça teve uma ideia, mas a guardou para a noite. Agápito foi a casa da ex e iria reencontrá-la à noite. Quando ele passou para vê-la, ela entrou no carro e premeditadamente perguntou : "Cadê a aliança?"

Ele mostrou e ela disse: "Por que não noivamos agora?" E ali no carro eles noivaram, detalhe, menos de 24hs de terem dado o primeiro selinho. Horas depois o rapaz parte para Boa Vista.

Naquela época, o máximo que se tinha era o telefone analógico fixo e caríssimo! Ela relembra que ele levou uma foto 2x2 dela e ela uma 3x4 dele para não se esquecerem. E por 3 meses foi tudo que viram um do outro

O salário em telefone

Ela ganhava apenas um salário mínimo, que gastou 3 meses seguidos em telefone.

Publicidade

Ainda trocavam cartas e telegrama. Estavam apaixonados nesse amor à distância.

Casamento com irmão e sogra para reconhecer o noivo.

O casamento civil foi marcado para menos de 90 dias deles terem se conhecido. O religioso seria 1 dia depois. Como Agápito não poderia estar presente no cartório, ele mandou uma procuração e Jucimara se casou com seu irmão representando seu noivo! Ela conta que foi estranho, mas foi um alívio estar casada com seu amor. Para o casamento religioso, Agápito veio! Mas aconteceu um problema, Jucimara não lembrava mais da cara dele. Então ela conta que foi esperta, levou a sogra para o aeroporto. Quando ele chegou, ele ainda perguntou "Jucimara, é tu?". Ela confirmou e exigiu que dali em diante ele deveria trocar e usar a aliança na outra mão.

O casamento seria em 2 horas, "imaginem a correria".

#história de amor #bodas de prata