A produção do #vidro é um conteúdo curioso, muitos desconhecem sobre sua fabricação. Historicamente, há registros antigos de sua utilização. Dizem que foi descoberto após uma grande fogueira na praia por navegadores fenícios que uniu a areia com o calcário das conchas.

O Brasil está entre os maiores produtores mundiais de vidro e é o maior fabricante da América Latina com capacidade anual de 3 milhões de toneladas. Sua composição básica compreende areia, alumina (óxido de alumina), calcário e a barrilha (ou carbonato de sódio) utilizada para diminuir o ponto de fusão que ocorre acima de 1600º C.

Seu uso corresponde a 60% dos custos dos materiais e no Brasil existe apenas um produtor deste material é a Companhia Nacional de Álcalis, em Arraial do Cabo (RJ), com produção paralisada desde 2006.

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No entanto, essa paralisação não trouxe grandes problemas, já que a oferta internacional é considerada satisfatória.

Após a fusão dos ingredientes necessários a sua produção em altas temperaturas, dá origem a um líquido viscoso amarelado que é levado aos moldes, no qual uma espécie de canudo libera ar e dá a forma desejada, como por exemplo uma garrafa. Quando frio, está pronto para o uso ou comercialização. Existe uma infinidade de tipos e usos para o vidro que vão desde embalagens como garrafas, potes e outros vasilhames; produtos provenientes da fibra do vidro: mantas, tecidos, fios até as lâmpadas e garrafas térmicas, além dos usados para as janelas, fogões, espelhos, tigelas e copos.

Reciclagem do vidro

O vidro teoricamente é 100% reciclável. Segundo o Compromisso Empresarial para #reciclagem (Cempre), o Brasil produz aproximadamente 980 mil toneladas de embalagens de vidro com o reaproveitamento de 45% na forma de cacos.

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De acordo com a Associação de Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (ABIVIDRO) houve um aumento 34% na reciclagem de vidro no Brasil de 1991 a 2007.

O setor de vidro é dominado por grupos que atuam internacionalmente de forma direta ou através de associações comerciais. Estima-se que 80% da produção mundial de vidro sejam provenientes de empresas multinacionais pertencentes a esses grupos, enquanto os outros 20% são divididos entre pequenas e médias empresas regionais, de acordo com publicação do BNDES.

O vidro não é prejudicial ao meio ambiente. Sua deterioração no ambiente é lenta, apesar das opções de aproveitamento e reciclagem, ele não contamina o solo ou lençóis freáticos, pois não libera resíduos contaminantes e não reage com outras substâncias. #embalagem