Cientistas da Universidade de Soutampton, nos Estados Unidos, acreditam ter concluído uma das maiores pesquisas já realizadas referentes às #experiências de quase morte. Os resultados estão gerando grande repercussão no modo de como enxergamos a morte. Segundo o pesquisador Sam Parnia, da Universidade Estadual de Nova York, a equipe foi responsável por analisar as experiências de 2.060 pessoas, todos vítimas de infarto.

A pesquisa, que durou por quatro anos, colheu relatos de pessoas que testemunharam alguma forma de consciência durante o período em que foram diagnosticados como mortos. De acordo com o relatos dos pacientes ressuscitados, cerca de 805 afirmam ter sentido como se uma sensação de paz houvesse caído sobre eles.

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Outras 947 vítimas de paradas cardíacas relatam ter presenciado pequenos flashes de memórias de experiências que viveram durante a vida. Já cerca de 267 dos pacientes relataram ter tido uma sensação de como se tivessem deixado seu corpos físicos.

Apenas 41 dos pacientes diagnosticados como mortos afirmam ter visto a própria reanimação. Como o caso de um paciente de 58 anos, que descreveu de forma precisa o que presenciou, enquanto os médicos tentavam reanimá-lo após uma parada cardíaca. Segundo a versão do paciente, ele afirma ter presenciado todo o procedimento de reanimação, enquanto estava na sala e também descreveu sons de uma máquina que fazia barulhos que variava em intervalos de dois a cinco minutos.

Parnia explica que as experiências de quase morte ainda são mal compreendidas pela ciência.

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A maioria dos pesquisadores estimam que isso ocorre devido à memória desfocada pela sedação, ou por uma lesão no cérebro. Mas uma nova pesquisa poderá fornecer evidências de que a consciência humana continua existindo mesmo depois da morte. Por isso, os pesquisadores estão à procura de novos pacientes que possam relatar experiências vida após a morte

Os pesquisadores estimam que o cérebro para de funcionar, assim que o coração para de bater. Mas nos casos pesquisados, os cientistas descobriram que a consciência humana parece ter continuado, mesmo que por três minutos, no momento em que os pacientes foram diagnosticados como mortos. "Por que nós deveríamos duvidar dos relatos envolvendo as experiências de quase morte que são registrados em todo o mundo, independente de crença ou religião? Acho errado tratarmos estes relatos como simples invenções'', concluiu Parnia. O pesquisador, está convencido de que a morte é um experimento agradável. E não vê nenhum motivo para termos medo dela. #ciência e tecnologia #entrevista