Pesquisadores da famosa Universidade de Berkeley, no estado americano da Califórnia, analisaram vídeos gravados de 80 casais, agora na casa dos cinquenta anos de idade, que foram gravados ao longo de 13 anos, "discutindo a relação". A conclusão dos autores da pesquisa é que os casamentos em que as mulheres se acalmam mais cedo depois das discussões são mais felizes que os outros.

Segundo Lian Bloch, pesquisadora da universidade americana, isso ocorre porque, ao se acalmar mais rápido, essas mulheres podiam expressar seus sentimentos mais claramente e sugerir soluções para os problemas da relação. As mulheres tenderiam a buscar mais o diálogo e a conciliação do que os homens, o que, na prática, deixaria boa parte do trabalho de resgatar a relação dos seus maus momentos sobre os ombros delas e explicaria o papel da paciência feminina como fator limitante da relação - aquele que determina até que ponto o processo pode chegar.

Publicidade
Publicidade

A pesquisadora ressalva, porém, que nos relacionamentos de casais mais jovens, talvez essa dinâmica seja diferente porque os homens têm se sentido mais confortáveis expressando seus sentimentos. Nesses casos, teoriza ela, ambos dividem o esforço pela busca de um acordo e o diálogo flui mais facilmente por ambos poderem expressar o que sentem diante da situação.

A terapeuta familiar Cyntha Ladvocat, formada pela PUC do Rio de Janeiro, reforça que o diálogo é essencial para preservar a relação. Na falta dele, homem e #Mulher podem acabar se dedicando a tentar adivinhar o que o outro pensa e a atribuir-lhe motivos e ideias que não correspondem à realidade, mas servem como um reforço para a irritação e um motivo adicional para evitar o diálogo, o que pode levar a um círculo vicioso onde quanto mais se evita o diálogo, pior fica a relação e mais o diálogo é evitado.

Publicidade

Companheirismo, respeito e abertura ao diálogo, mantido pelas duas partes, é, segundo os especialistas, o melhor caminho para um #Relacionamento não só duradouro como também emocionalmente satisfatório. #pesquisa