Há quem acredite fervorosamente e não faça nada sem consultar o #Horóscopo do dia, há quem ache isso uma enorme baboseira e sinal de ignorância dos que acreditam (afinal, concordam com o que escreveu Shakespeare sobre a culpa não estar em nossas estrelas, mas em nós mesmos, e sermos responsáveis por nosso próprio destino) e ganância dos que exploram esse mercado e, por fim, aos que não levam muita fé no poder preditivo dos astros, mas dê uma conferidinha "só para garantir". A astrologia, cujas origens perdem-se nas brumas do tempo, manteve-se em evidência por milênios: reis tinham seus astrólogos particulares, que tinham que tomar bastante cuidado com o que previam, para não desagradar seus patronos reais.

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Embora as relações dos astros com o destino humano nunca tenham recebido comprovação científica – os proponentes da técnica citam alguns estudos que a comunidade científica qualifica de pouco rigorosos -, a ciência tem, por exemplo, achado relações entre a data de nascimento das pessoas e as doenças, físicas e mentais, a que elas são mais suscetíveis – acredita- se que isso se deva à influência do tempo dominante quando estas pessoas nasceram sobre o organismo do recém-nascido. Pesquisadores do Hemisfério Norte descobriram que jovens atletas nascidos nos primeiros meses do ano (no caso de competições internacionais que costumam usar primeiro de janeiro de um dado como separação entre os atletas que podem concorrer e os que passaram de idade – neste caso, os jogadores nascidos no começo do ano-limite são os mais velhos e os mais desenvolvidos a participar da competição) levam vantagem sobre suas contrapartes da mesma idade: a diferença de meses de desenvolvimento pode ser essencial nas categorias de base, o sucesso nas quais serve de incentivo e impulso para a carreira destes e levando-os para as categorias superiores, onde eles são desproporcionalmente comuns.

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Como vimos acima, existem mecanismos, completamente alheios à astrologia, que prendem, em parte, o destino dos indivíduos às suas datas de nascimento. Deve haver muitos e muitos outros. Bom, seja o poder dos astros ou qualquer outra coisa, a traição também parece – como as doenças e o sucesso atlético – estar desigualmente distribuída entre as diferentes datas de nascimento – e, consequentemente, signos. É isso pelo menos que se depreende dos dados liberados pelos administradores do aplicativo Victoria Milan, dedicado a pessoas em busca de casos extraconjugais, ou seja, trair. Usando a data de nascimento dos usuários do serviço, foi elaborado um ranking dos signos que mais traíram no ano passado. Encabeçando a lista, Aquário, que, coincidentemente ou não, foi o signo que fez mais sexo segundo um levantamento parecido com as usuárias de Eve, um aplicativo de controle do ciclo menstrual e da vida sexual das usuárias. No ranking de Victoria Milan, nos segundo, terceiro, quarto e quinto e sexto lugares, vieram, respectivamente, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos e Capricórnio.

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Em sétimo, empataram Câncer, Leão e Virgem. Nos oitavo, nono e décimo lugares, ficaram Libra, Escorpião e Sagitário.

Então, o que pensa, será que signo faz trair?