Parthenogenesis ou partenogênse é uma forma natural de #reprodução assexuada em que os embriões se desenvolvem na ausência de fertilização. Mais comumente encontrado em plantas e organismos invertebrados, um número crescente de espécies de vertebrados foram recentemente relatados empregando esta estratégia reprodutiva. Essa mudança inédita em tubarões tem causado alvoroço no mundo científico natural. Notoriamente se trata de uma adaptação da espécie garantindo sua sobrevivência.

O caso inédito na espécie de #tubarão-zebra (a Leoni) ocorreu em um aquário na cidade de Townsville, Austrália.

O artigo cientifico que relata o caso sob o código "srep40537" publicado no periódico "Scientific Reports" cita a "genotipagem de DNA para relatar a primeira demonstração de uma mudança intra-individual da reprodução sexual para a reprodução partenogenética em uma espécie de tubarão, o tubarão-zebra Stegostoma fasciatum".

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O artigo evolui lembrando ser o primeiro caso de reprodução sexuada a se transformar em assexuada.

Os pesquisadores chegaram a supor que Leoni havia "estocado" esperma de seu último companheiro, em 2013, quando deu cria. Isso porque desde então ela não tem encontros sexuais com animal de sexo oposto em seu aquário. A solução para testar a hipótese seria testar o DNA dos filhotes.

A surpresa e a confirmação da #partenogênese veio junto com o resultado de DNA. "Ele não é o pai". Incrivelmente e para espanto e surpresa os filhotes só têm mãe! Sim, não precisou de pai, como afirmou em nota a dra Chistine Dudgeon, professora de Queensland Univesity e uma das autoras do documento científico.

Os bebês serão observados quanto à saúde, longevidade e a possibilidade de reproduzirem assexuadamente.

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Os criacionistas estão em polvorosa. Essa seria uma clara demonstração do evolucionismo. O bicho se adaptou ao meio que vive e para preservar sua espécie se adaptou a uma inédita reprodução sem sexo.

Apesar de tudo ser novidade e euforia, há uma preocupação dos cientistas: a falta de mistura genética também pode levar a extinção de uma espécie já que todos os indivíduos estariam sujeitos a doenças ou a comportamentos genéticos idênticos, como por exemplo, perder a habilidade de buscar comida na natureza, entre outros hábitos.