“O fim do mundo está próximo”, diria mais uma das profecias que insistem em prever o término dos nossos dias. Há quem acredite, como os que esperavam receosos o dia 21 de dezembro de 2012, e os que pouco ligam para este tipo de coisa. Estes, pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos e da Agência Japonesa de Ciência Terrestre e Marinha, são daqueles que, definitivamente, não pensam num fim. Eles apontam uma mudança significativa na formação terrestre em espantosos 250 milhões de anos, tempo tão distante que fica difícil até de imaginar.

Segundo as projeções, as Américas do Norte e Sul irão se juntar e provocar o desaparecimento do Mar do Caribe e do Oceano Ártico.

Publicidade
Publicidade

A Ásia e a Europa também devem ter o formato alterado do atual, podendo assim colidir com as Américas. As mudanças têm explicações e se relacionam com o passado do nosso planeta, mais precisamente há 300 milhões de anos, quando se formou o que conhecemos como Pangeia, o primeiro e único megacontinente, isso até a #Amasia surgir.

“Depois do fim dessas massas de água, nós estaremos à caminho do próximo supercontinente”, afirmou o Dr. Ross Mitchell, um dos autores da teoria, em entrevista ao Daily Mail.

Os motivos

O fenômeno curioso, que brinca com nossa imaginação, tem no movimento das placas tectônicas - sempre elas - sua explicação. Mas não é só isso. A pesquisa é baseada numa teoria chamada Orthoversion (Ortoversão), que defende que após o rompimento de um grande bloco, como a Pangeia, os continentes inicialmente se afastam, mas ficam presos a uma faixa, onde placas tectônicas se sobrepõem.

Publicidade

Essa região é o Anel de Fogo do Pacifico, onde o novo supercontinente se formará.

Agora, por que, exatamente, há essa mudança na formação terrestre? De acordo com a tese, essas variações conhecidas como "True Polar Wander", ou no bom português o "Verdadeiro Andarilho Polar", são causadas pelas mudanças na distribuição das massas do planeta, de modo a manter o equilíbrio rotacional da #Terra - um processo natural, sem qualquer influência negativa do homem, que dura milhões de anos.

Por conta disso tudo, torna-se possível que os pesquisadores afirmem o ressurgimento de um único continente, assim como se acredita que era na fase inicial do nosso planeta. O difícil é imaginar qual será o futuro da civilização que conhecemos até lá. Mas esse é um assunto para outro dia. #Continentes planeta