Já há algum tempo, a discussão sobre os padrões de comportamento sexual dos animais vem dividindo a comunidade científica internacional. A bióloga Joan Roughgarden, em seu livro Evolution's Rainbow (Arco-íris da Evolução), argumentou que o comportamento sexual dos animais é muito mais diversificado e dependente das tendências e circunstâncias de cada indivíduo do que costumam pensar os pesquisadores.

Uma maneira de os animais surpreenderem os cientistas são as relações sexuais (ou tentativas de relações sexuais) entre seres de espécies muito diferentes, bem mais diferentes do que, digamos, a dos cavalos e a dos jumentos, ambas espécies membros da família Equidae e capazes de gerar juntos híbridos viáveis, os muares.

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Há alguns anos, a violência sexual de focas contra pinguins ocupou espaço nas manchetes de jornal e inspirou um estudo acadêmico. Bom, recentemente, um #macaco foi filmado no Japão tentando fazer #sexo com fêmeas de veado de uma espécie típica do Extremo Oriente (nome científico: Cervus nippon), segundo pesquisa divulgada no periódico científico Primates.

O caso aconteceu na ilha de Yakushima, que fica no sul do país asiático. Essa situação é bem pouco frequente em animais selvagens, mas um pouco mais comum em animais mantidos em cativeiro. Segundo Marie Pele, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de Estrasburgo, que fica na França, não há dúvida possível quanto à natureza do que fazia o primata, que montou nos cervídeos e fez movimentos claramente sexuais embora não chegasse a penetrar as inusitadas companheiras, que, de modo geral, toleraram seus movimentos.

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O macaco tentou ainda manter afastados outros de sua espécie que tentaram se aproximar. É como se ele desejasse manter os seus novos parceiros sexuais só para si mesmo. Os autores do estudo acreditam que a falta de parceiras de sua espécie, devido ao monopólio sobre elas exercido pelos machos mais velhos, pode, talvez, explicar o comportamento atípico do primata embora novos estudos sejam necessários para esclarecer a questão.

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