Tanto a série de livros "50 Tons de Cinza" quanto a franquia cinematográfica em andamento inspirada na série introduziram o sexo baseado em submissão/dominação a grandes parcelas da população - especialmente ao público feminino - que permaneciam alheias a ela, tornaram-se enormes sucessos de vendas e de bilheteria, mesmo que não exatamente de crítica. Basicamente se tornaram uma referência quando se trata de erotismo para as massas. Entretanto, alguns filmes são ainda mais picantes do que qualquer coisa que “50 Tons de Cinza” tenha a oferecer. Confira essa lista:

1 – O Último Tango em Paris

Aqueles que assistiram ao seriado Chaves talvez se recordem de certa vez em que o professor Girafales reprovando um comportamento que julgava vergonhoso do pai da Chiquinha, chamando-o de despudorado (ou seja, sem-vergonha) e de Marlon Brando.

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Este #Filme da década de 1970 - como o próprio Chaves, aliás -. estrelado por Marlon Brando e Maria Schneider, causou escândalo mundial.

No Brasil, só foi liberado em 1979, sete anos depois da estreia mundial. Nele, uma moça e um homem de meia idade fazem sexo em Paris sem se conhecerem direito – o personagem de Brando exigiu que não ficassem sabendo nem o nome um do outro.

Na cena mais lembrada do filme o homem sodomiza a parceira com a ajuda de manteiga. Esta cena causou (ainda mais) polêmica quando foi colocada para circular uma entrevista antiga do diretor em que ele dizia que a atriz não sabia o que a aguardava no set de filmagem porque ele queria uma reação real de humilhação e raiva, não uma atuação.

Maria Schneider, que morreu em 2011 de câncer, nunca se recuperou totalmente do ponto de vista psicológico e dizia considerar o diretor do filme, Bernardo Bertolucci (que também dirigiu o clássico O Último Imperador), gangster e cafetão.

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2 – Perdoa-me por Me Traíres

Baseada em obra do Anjo Pornográfico, o dramaturgo Nelson Rodrigues, Vera Fischer, no auge da beleza, se destaca no papel de uma mulher que se vinga do ciúme exagerado do marido fazendo de tudo para que ele desconfie dela.

Além disso, há a adolescente Glorinha (interpretada por Lídia Brondi), que se fascina pelos prostíbulos do Rio de Janeiro. A peça em que foi baseada também criou uma grande polêmica, a ponto de um crítico ter dito que a abjeção da peça começava pelo título.

3 – Instinto Selvagem

A cruzada de pernas de uma Sharon Stone sem calcinha marcou a história do cinema.

4 – O Império dos Sentidos

Outro caso de escândalo mundial. Foi rejeitado pelo Festival de Nova Iorque e, apesar de ser uma produção franco-nipônica, censurado no Japão e também no Brasil. Neste filme de 1976, que só foi liberado aqui quatro anos depois, um homem é consumido por sua relação cada vez mais intensa e experimental com uma de suas serviçais e isto acaba lhe custando a vida de uma maneira surpreendente.

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Baseado em um acontecimento que chocou o Japão nos anos 1930.

5 - O Amante

Inspirado no romance autobiográfico de mesmo nome da escritora francesa Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu), o filme trata do relacionamento entre um adulto chinês e uma adolescente francesa. Hoje, as acusações de incitamento à pedofilia provavelmente inviabilizariam a produção do filme. Tão logo se soubesse do que se tratava, fariam a obra ser boicotada pelos exibidores ou fracassar nas salas de cinema.