Nelson Rodrigues escreveu que, se as pessoas conhecessem as intimidades sexuais umas das outras, elas nem se cumprimentariam na rua. Isso talvez seja verdade até mesmo com relação as coisas mais "inocentes" do que sexo.

Há coisas que as pessoas fazem apenas quando sabem (ou acham) que não estão sendo observadas. Elas pensam que ser vistas fazendo estas coisas - mesmo que sejam perfeitamente legais - prejudicaria a reputação delas.

O que talvez signifique que, se o véu do fingimento fosse rasgado, se, para usar a metáfora de um conto do escritor americano de ficção científica Isaac Asimov, a humanidade fosse obrigada a viver em um aquário, sem privacidade, cada ato de cada pessoa observado por estranhos, certos comportamentos inofensivos e inegavelmente disseminados, talvez fossem mais bem tolerados.

Uma ideia a se ter em mente quando cada novo dia traz mais denúncias de usos de objetos eletrônicos de consumo para espionar cidadãos comuns. A seguir, exemplos de coisas que as mulheres fazem quando estão sozinhas:

1 - Usar o sutiã como bolsa

É um lugar prático e acessível - ainda que meio esquisito - onde podem ser guardadas chaves, celulares e outros objetos que se quer ter à mão sem ocupar a mão.

2 - Tirar o sutiã antes de tirar a blusa

O sutiã pode ser bastante desconfortável. Não é à toa, portanto, que as mulheres muitas vezes não esperam nem tirar a blusa antes de se livrar dos "porta-seios".

3 - Usar o mesmo sutiã por dias seguidos

Como a sujeira no sutiã é menos óbvia do que em outras peças de roupa, não é de admirar que, às vezes, a preguiça (ou a praticidade) vença e a #Mulher fique dias sem trocá-lo. É preciso, contudo, tomar cuidado: higiene é importante e a sujeira pode tornar um ambiente ideal para a proliferação de bactérias nocivas.

4 - Depilar apenas as partes que vão aparecer

Levando-se em conta o martírio que a depilação pode ser, dá até para entender. Ainda assim, talvez valha a pena ter em mente o exemplo do pai do titã dos computadores Steve Jobs (Jobs foi o fundador e, depois de um hiato fora da empresa, o salvador da Apple). Segundo o empresário, quando fazia cercas ou móveis para a casa da família na Califórnia, seu pai se esmerava deixar bonitas inclusive as partes das obras (partes de trás dos armários, por exemplo) que não ficariam visíveis normalmente. Orgulho de artesão, dizia o filho.