É sempre motivo de orgulho para qualquer nação ter um dos seus filhos figurando no panteão de personalidades que marcaram indelevelmente a #História. Torna-se uma demonstração perfeita da capacidade e riqueza de um povo, despertando a admiração de culturas alheias e o fervor cívico dos habitantes locais. Outro aspecto relevante é a capacidade que tal gênio tem de colocar o país no mapa da rota do #Turismo, irrigando dinheiro estrangeiro nas contas públicas e fortalecendo o comércio nacional.

Por isso, qualquer dúvida que se levante sobre a nacionalidade de determinadas personalidades ou sobre a autenticidade da ossada ou de qualquer outro item, gera melindre e reação instantânea das nações ou cidades beneficiárias.

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Trata-se de uma questão de orgulho nacional e defesa de interesses econômicos.

Segue alguns desses casos:

Carlos Gardel

O homem que levou um tiro do tio de Ernesto “Che” Guevara na juventude, fez fama no teatro com apresentações musicais, estrelou filmes da Paramount, popularizou o tango argentino no planeta inteiro se tornando uma referência no gênero e morreu no auge de sua fama em 1935, acidente aéreo.

O grande mistério que envolve Gardel está na sua origem, local de nascimento, o que é motivo de discórdia entre argentinos e uruguaios.

Estes últimos reivindicam o corpo do cantor e reconhecimento internacional de sua nacionalidade uruguaia.

Os compatriotas de Messi e Maradona se negam a entregar o corpo e a permitir exames de DNA.

Os uruguaios sustentam que Gardel nasceu em suas fronteiras por existir documentos do cantor em escola primária de Montevidéu.

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Também afirmam que há outro documento na embaixada uruguaia em Buenos Aires em que o astro confirma que nasceu em Tacuarembó, interior do país.

Já os argentinos defendem que ele nasceu na França em 1890 e depois veio com sua mãe solteira para Buenos Aires, jamais residindo no Uruguai. Apresentam como prova uma certidão de nascimento francesa e papelada que evidencia que estudou em colégio primário na capital argentina.

Em seu testamento, Gardel se declara como cidadão francês, nascido em Toulouse.

Para piorar o Imbróglio, os familiares do cantor jamais se manifestaram a respeito após o acidente trágico.

Ricardo III

O último rei da Inglaterra a perecer no campo de batalha. O episódio ocorreu em 1485 na chamada Guerra das Rosas, assim nomeada por causa dos brasões das famílias envolvidas no conflito, os Lancaster, que ostentavam uma rosa vermelha na insígnia, e os Yorks, a qual pertencia Ricardo Plantageneta, que exibiam uma rosa branca.

O Monarca ficou marcado na história devido a sua crueldade.

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Há fortes indícios de que tenha dado cabo da vida de seus sobrinhos e do irmão mais novo, sucessor legítimo do trono, aprisionando-os em uma torre, para garantir a permanência no poder.

Por séculos, o paradeiro dos restos de Ricardo III permaneceu um mistério e só vieram a ser achados em 2012, por pesquisadores da Universidade de Leicester, sob um estacionamento da pacata cidade.

Decidiu-se, então, realizar um funeral digno de um monarca e encerrar esse capítulo da história.

E foi nesse instante que os York voltaram a entrar em conflito.

Os descobridores da ossada queriam que o enterro ocorre-se na catedral da cidade alegando que muito frustraria os habitantes de Leicester o afastamento, por terem desenvolvido “um senso de pertencimento” após tantos anos abrigando os restos do último rei da era medieval.

Mas os descendentes do monarca entraram na justiça para que o enterro se desse no município de York, local onde Ricardo III tinha raízes históricas. Reivindicavam o poder decisório por julgarem terem direito por conta dos laços sanguíneos.

A decisão da Justiça favoreceu os moradores de Leicester que enterraram com pompa e circunstância o nobre na catedral da cidade, despertando muita atenção e instaurando uma atração turística. #Curiosidades