A vida não está fácil para ninguém, especialmente para os #Estudantes, com faculdade para pagar todo o mês. Se alguns ainda conseguem arrumar algum trabalho, são muitos os que estão sendo forçados a abandonar os estudos, por falta de dinheiro. Porém, três colegas deram um verdadeiro exemplo, criando seu próprio negócio, para conseguirem pagar sua #faculdade. Carlos, Beatriz e Thiago viviam juntos, em um apartamento em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e conseguiram dar a volta em suas vidas, vendendo #Cuecas.

Pode até parecer brincadeirinha, mas o negócio é bem sério. Com muita criatividade, grande vontade e um ajudinha do estado, na hora de começar o negócio, eles já estão fazendo sucesso.

A ideia nasceu na dificuldade. Thiago Alves, de 25 anos, trabalhava no shopping, enquanto que Beatriz Soares, de 20 anos, e Carlos Plácido, de 27, estavam estudando arquitetura e urbanismo na faculdade. Em comum, eles estavam dividindo apartamento e rachando despesas. A situação se agravou quando Carlos perdeu o estágio. Foi aí que ele resolveu ser empreendedor e criar seu próprio negócio.

Vivendo em uma região que vive muito da confecção, eles se arriscaram no mesmo ramo. Porém, juntaram uma porção mágica: a Internet. Os três resolveram criar uma loja on-line para vender cuecas. Afinal, como eles revelaram para o jornal Globo, o que não iria faltar seriam pessoas para produzirem as cuecas, com tanta confecção por perto.

Eles desenharam uma coleção de cuecas, usando seus conhecimentos de história da arte na faculdade. A primeira coleção que eles trouxeram para o mercado tem inspiração na década de 50 e na Pop Art. Depois de as cuecas prontas, só faltaria mesmo fotografar e colocar no site para vender. Rapidamente, a ideia estava se tornando real.

Tudo perfeito, faltava apenas um pequeno detalhe: o dinheiro para pagar as cuecas. Foi aí que os três tiveram que cortar feio nas despesas. Porém, eles aceitaram o risco. Desligaram o chuveiro elétrico, baixando muito na conta da energia e venderam alguns bens pessoais, o suficiente para darem o primeiro passo.

Para começar, eles aderiram ao programa do Micro Empreendedor Individual (MEI), que ajudou muito, especialmente na simplificação do imposto, o que não aconteceria em outras modalidades de negócios. Graças ao MEI, eles estão pagando somente 5% de um salário mínimo por mês. Isso enquanto eles não faturarem mais do que os 60 mil reais por ano, estipulados no programa de ajuda a novos empreendedores.

O site está no ar desde o dia 3 de março e os jovens estão excitados com a procura, bem maior do que eles alguma vez poderiam imaginar.