Toda obra de #Ficção tem como meta deixar sua marca no público. Seja para agradar a vaidade dos envolvidos, seja para suprir uma necessidade puramente comercial, seja para ganhar prestígio junto a um público segmentado e influente. E isto pode se dar de várias formas.

Jornada nas estrelas

Não é segredo para ninguém que a tripulação da Enterprise introduziu uma geração de jovens no universo da ficção científica e despertou o interesse pelo rigor da ciência elementar.

Porém, a série impactou em outros aspectos, dentre eles, o da representatividade. Em meio à luta por direitos civis e igualdade racial na década de 60, a jovem atriz negra Nichelle Nichols foi escalada para interpretar a tenente Uhura na série televisiva.

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Seu impacto na sociedade americana chegou literalmente ao espaço.

Em 1992, Mae Carol Jemison foi a primeira mulher negra a integrar uma viagem espacial, ao desempenhar o cargo de especialista de missão do ônibus espacial Endeavour. Ela declarou que se espelhou em duas pessoas para alcançar o feito, Sally Ride e Tenente Uhura.

Na infância, a personagem da ficção plantou a primeira semente desse sonho impossível para as mulheres de sua época. Anos mais tarde, já formada em medicina, entusiasmou-se com o pioneirismo de Ride, de ser a primeira mulher no espaço e lembrou-se da jovem tenente da nave exploratória. Lembrança que reavivou o sonho de infância.

A Volta ao Mundo em 80 Dias

Desde a sua publicação, o clássico literário de Júlio Verne vem instigando a imaginação de gerações de leitores e inspirando artistas.

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E reacendeu o espírito aventureiro da jornalista norte-americana Nellie Bly, pseudônimo de Elizabeth Jane Cochran.

O enredo da obra de Verne, onde um rico e pacato senhor inglês é desafiado a fazer a famosa viagem após um comentário despretensioso em uma partida de uíste, fez com que Bly voltasse a se destacar. Sugeriu ao seu editor que ela tentasse recriar a circunavegação idealizada pelo ilustre escritor no mesmo período de tempo indicado no livro, sugestão mais do que aceita.

Em 14 de dezembro de 1889, embarcou com um simples bagageiro levando poucas roupas e vestindo um modesto casaco, sozinha, no SS Agusta Victoria de Nova York. De navio a vapor, percorreu vários países como Inglaterra, França, Hong Kong e Japão. Alimentava o jornal com reportagens diárias sobre os desafios da viagem e o que encontrava nos países que desembarcava. Os relatos causaram verdadeiro frisson no público que aguardava ansiosamente por novas atualizações e o retorno da ousada repórter, chegando-se se fazer apostas sobre a hora e os minutos em que chegaria à sua nação de origem.

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Ela completou o percurso com oito dias de antecedência do prazo esperado, desembarcando em San Francisco no dia 21 de janeiro de 1890.

No Brooklyn, em Nova York, há um parque de diversões, inspirado no tema do livro, com o seu nome.

Plantão Médico

O drama médico que redefiniu o gênero e se tornou recordista de prêmios e indicações, com ritmo frenético, realismo impressionante, personagens fortes e comoventes interpretados por revelações talentosas como George Clooney, Noah Wyler e Julianna Margulies.

A atração foi instrutiva ao abordar temas como os limites éticos dos profissionais de saúde, procedimentos adotados em casos de violência familiar, gravidez na adolescência, abortos, enfim, temas ainda presentes na contemporaneidade.

A morte mais memorável e sentida pelos fãs se deu na 8º temporada com o falecimento de um dos personagens fixos da série, em decorrência de um câncer no cérebro. Os sintomas encenados da enfermidade alertaram uma texana sobre a possibilidade de portar a moléstia ao identificar em si os mesmos sinais apresentados.

Com um exame preventivo, confirmou-se a suspeita. Como foi uma descoberta precoce, pôde tratar-se e se livrar do tumor.

E aí? Sabe de outros casos em que a ficção serviu de inspiração? #Curiosidade #Entretenimento