Apesar de todas as mudanças comportamentais das últimas décadas, a sexualidade feminina, especialmente a questão da #virgindade, ainda é um tema que causa muita polêmica e que pode ser muito difícil de discutir – um verdadeiro tabu. Por essa razão, há muitas coisas que a maior parte das pessoas provavelmente não sabe sobre a virgindade feminina. Entre elas, podem citadas as três a seguir:

1 – Hímen e virgindade

Embora muitas pessoas acreditem que a existência de um hímen intacto seja o que determina a virgindade, este é um péssimo critério. O hímen é uma membrana resultante do processo de formação da vagina. Ele pode ser fino e frágil ou relativamente espesso e rígido.

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Frequentemente, ele se rompe na primeira relação sexual da mulher, mas nem sempre isso acontece. No caso de algumas mulheres, ele se rompe quando o primogênito nasce. Há ainda casos em que ele se rompe na prática de exercícios ou de cavalgadas. Doenças e exames médicos também podem danificar a membrana. Enfim, sua existência e estado são péssimos critério para averiguar a castidade uma mulher.

Durante muitos anos, o sangramento causado pelo rompimento do hímen na noite de núpcias era tido como a prova de que a mulher tinha se casado virgem. Às vezes, o lençol manchado era exposto publicamente como evidência. E em Israel, durante os tempos do Antigo Testamento, a lei ordenava que a mulher denunciada pelo marido por ter se casado sem ser virgem, não pudesse apresentar a prova de sua virgindade (comentaristas dos textos bíblicos afirmam se tratar do lençol manchado de sangue em que ela dormiu com o marido), fosse apedrejada diante da porta por seu pai (Deuteronômio 22:13-21).

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Como explicado acima, o rompimento do hímen, não é um critério infalível para avaliar se uma mulher é virgem ou não.

2 - Himenoplastia

A himenoplastia é uma cirurgia que reconstrói o hímen, permitindo que a mulher aparente ser virgem de novo. É um procedimento bastante procurado nos Estados Unidos, por exemplo.

3 - Tecnicamente virgem

A expressão "tecnicamente virgem" é usada às vezes para classificar mulheres que praticaram modalidades de relação sexual que não envolvem a vagina: por exemplo, sexos oral e anal.

4 – Jovem em vez de virgem

A profecia do Antigo Testamento (Isaías 7:14) que cristãos interpretam como se referindo ao Messias, Jesus, nascendo de uma virgem, Maria, não fala, segundo os judeus em uma virgem, mas em uma jovem mulher. A palavra que os judeus usavam para se referir a uma virgem – usada em outras passagens da Bíblia – é diferente. #sexo