Mais da metade dos homens tem a fantasia de ser dominado por uma mulher. Segundo reportagem na revista Marie Claire, isso não é um exagero de “slogan” de um movimento feminista, é um fato.

Por conta do grande número de interessados, muitas mulheres estão entrando no mercado da dominação profissional e ganhando dinheiro com “spanking” (técnica de bater usando chicote, mãos, chinelo, etc) e outros métodos de controle que os homens consideram eróticos.

Muitas das dominadoras usam diferentes mídias sociais para encontrar clientes, como Twitter e Instagram e até mesmo constroem websites para o mundo da comunidade sadomasoquista.

Publicidade
Publicidade

Os clientes fazem o contato inicial, mas devem se render à autoridade feminina – é a mulher que decide se vai atendê-lo ou não e a maioria das dominadoras são muito seletivas sobre quem aceitar e o que querem fazer dentro da sessão (momento da relação de dominação e submissão).

A revista Marie Claire online entrevistou várias profissionais que trabalham com dominação feminina e revelou muitos dos seus segredos.

Checagem de antecedentes

As dominadoras que trabalham para um 'dungeon' (local específico de sadomasoquismo que não pertence à dominadora) ganham menos dinheiro, mas o local fornece o cliente, o espaço e as ajudas necessárias. Esse não é o caso das profissionais que trabalham por conta própria. Elas cobram quanto quiserem (cerca de US$ 300 a hora), mas não têm a proteção do 'dungeon', então elas devem dobrar os cuidados em relação a que homens vão aceitar dominar.

Publicidade

Muitas das dominadoras fazem checagem de antecedentes dos clientes antes de marcar uma sessão inicial; algumas mulheres exigem uma entrevista por telefone e depósito adiantado para garantir a seriedade do cliente.

Uma dominadora de Oakland, Andre Shakti, usa o número de telefone do cliente e seu e-mail para fazer uma investigação básica na internet.

Shatki afirma que 9 em 10 vezes ela pode verificar se ele serve como cliente ou não apenas pelo e-mail. “Você julga o nível de educação que ele usa no e-mail, bem como o respeito com que se dirige à dominadora. Por esses fatos sou capaz de verificar pessoas que eu não gostaria de dominar.”, afirma Andre.

Miss Erin Black, de Chicago, afirma que quando o homem fala de detalhes pessoais íntimos, há grandes chances de ele ser um cliente sério.

As dominadoras profissionais querem clientes que respeitem sua individualidade. “Eu não quero estar com alguém que me vê apenas como objeto sexual. Não é apenas meu corpo que estará em cena. Estou vendendo minhas habilidades e minha personalidade também.”, afirma Black.

Publicidade

Quando o fetiche vai longe demais

“Nossa comunidade é muito pequena e tentamos manter uns aos outros em segurança, então quando um cara está interessado em um serviço específico como ‘pet play’ (quando o submisso age como um cachorrinho de estimação ou outro animal) ou algo mais extremo que a dominadora não ofereça, ela vai indicá-lo a outra 'domme' que faça” diz Shakti.

Muitas dominadoras usam grupos entre si para falar de clientes que não aparecem, que quebram regras de segurança ou que não pagam.

A dominadora Mistress Mina Mercury se irrita quando os homens não pesquisam a respeito do que ela faz: “Eu não faço nada que termine em algo ligado a #sexo, e fico irritadíssima quando eles pedem algo desse tipo. Está no meu site que eu não aceito, então pesquise antes de contatar”, ela fala. “Quando isso acontece, sugiro que procurem uma garota de programa e não uma dominadora”, Mercury enfatiza.

Outros trabalhos podem ser mais seguros e ter todo o aparato legal, mas a maioria das dominadoras profissionais tende a trabalhar com isso por amor ao que faz.

Miss Emily diz: “Meus serviços são um presente para os clientes, eles estão procurando algo que não lhe é oferecido na vida romântica. Quando um cliente está sentindo dor e ainda assim está satisfeito eu sei claramente que estou dando a ele o que ele mais deseja”.

Já Mistress Damiana Chi, de Los Angeles, que trabalha como dominadora há mais de 17 anos, explica por que ama seu trabalho: “Porque é profundo, vai no íntimo das pessoas. É um trabalho que ajuda as pessoas a se tornarem quem elas realmente são. Esse é um trabalho psicológico. Eu tenho doutorado em psicologia, mas ajudo muito mais as pessoas como 'dominatrix' do que como psicoterapeuta.” #Relacionamentos #FETICHE