Para qualquer ser humano, ter um filho, especialmente o primogênito, é um divisor de águas, um arauto de mudanças radicais no modo de viver. Quando este filho é indesejado ou pelo menos não planejado, a mudança pode ser ainda maior e constituir-se em verdadeiro sofrimento. E, onde há genuíno sofrimento, há chance para um teste moral e para comédia. Quanto mais genuíno o sofrimento, melhor: a Groucho Marx, o gênio das comédias de Hollywood, se atribui o ensinamento de que a diferença entre um amador e um profissional do ramo é que o amador acha engraçado vestir um homem de velhinha, colocá-lo em uma cadeira de rodas e empurrá-lo do alto de uma rampa em direção a um muro - o profissional sabe que é preciso usar uma velhinha de verdade.

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Roubando uma página do livro de receitas de Marx, algumas mulheres decidiram testar os namorados enviando-lhes uma foto (a mesma para todas) de um teste de gravidez positivo e compartilhando os prints das conversas resultantes nas redes sociais. Como não podia deixar de ser, houve choro e ranger de dentes quando algumas mulheres descobriram de que material moral os namorados são feitos (ou quando alguns namorados descobriram estar namorando malucas perigosas que brincam com coisa séria). Houve, porém, quem se mostrasse à altura da revelação e transformasse a aparente adversidade em chance de mitar. A seguir, cinco exemplos disso:

1 – É até desculpável a suposição errônea de William. Afinal, em um mundo em que telefone permite tirar fotos, enviar mensagens, acessar mapas e, dependendo da operadora, até fazer ligações telefônicas, uma chave de fenda que mede energia deve ser o próximo lançamento da Apple – caríssimo, como de costume, e que o William não poderia comprar se tivesse mesmo que alimentar outra boca.

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2 – De quem quer que seja essa medida, o sujeito deve estar com uma febre louca.

3 – Não contavam com a astúcia dele. Não é todo homem que, ao ser confrontado com uma notícia que pode mudar sua vida por completo, repara em um detalhe desses.

4 – Pois é quem fala o que quer ouve o que não quer. O pior é que não dá para saber se se trata de um cara esperto que resolveu trollar a trolladora (“quem com ferro fere...”) ou se é um cara burro que violou o que é a primeira regra de um namoro bem-sucedido: a namorada nunca está gorda!

5 – “Conhece-te a ti mesmo”, ensinava Sócrates. Se bem que há tanta gente feia no mundo que há de se supor, baseando-se nas ideias de Darwin e seus sucessores, que os feios possuem alguma vantagem evolutiva que eles transmitem a seus descendentes – feios também, claro. Nem aos proletários, como queriam os marxistas, nem aos robôs, como parecem temer os escritores de ficção científica: aparentemente, o futuro pertence aos feios mesmo.

#imagens #Maternidade #Humor