A escola não era fácil para #Ash Soto. Quando era mais nova, ela era feliz, extrovertida e carismática e adorava brincar fora de casa, no tempo quente de sua cidade nata, Flórida. Mas as coisas começaram a mudar à medida que ela crescia. Quando Soto tinha 12 anos, notou uma mancha de pele descolorida no pescoço.

Ela não pensou nada e imaginou ser uma mancha solar, mas quando um ponto semelhante apareceu ao lado meses depois, sua mãe levou-a para uma consulta com um dermatologista. Esses pontos revelaram-se #vitiligo, uma condição de pele que faz com que manchas brancas apareçam em todo o corpo. O vitiligo ocorre quando o sistema imunológico de alguém começa a destruir seus melanócitos (as células que produzem pigmento).

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A condição não é contagiosa ou perigosa, e suas causas são amplamente desconhecidas.

A maioria dos tratamentos de vitiligo se concentra na repigmentação da pele entre remendos, e pode envolver medicação, enxertos de pele ou tatuagens. Devido a isso, Soto passou grande parte de sua adolescência escondendo seu corpo, com medo de sair. Ela desenvolveu ansiedade social, amigos perdidos e constantemente preocupada em não se 'encaixar' com seus colegas de classe.

Mas agora, Soto tem 21 anos, e se sente mais confortável com sua pele. Parte de sua nova 'positividade corporal' dá-se graças ao crescimento pessoal e maturidade. Mas a outra parte ela atribui ao Instagram, onde ela regularmente carrega selfies, celebrando sua pele 'única' e encorajada por seus seguidores.

"No início, meu Instagram era apenas sobre maquiagem, eu só iria publicar selfies do meu rosto", afirma a garota.

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Mas, no início deste ano, Soto decidiu assumir um risco. Pela primeira vez, ela postou uma foto revelando seu vitiligo e preparou-se para os comentários negativos. Entretanto não foi isso que aconteceu. A resposta que recebeu foi esmagadoramente positiva. Seus seguidores deixaram seus comentários e mensagens de incentivo. Eles compartilharam sua foto no Instagram e logo a rede social de Soto havia se multiplicado em número de fãs.

"Finalmente estou amando a minha pele ... Espero que este post inspire todas as meninas a se aceitarem com seus corpos, porque de uma forma ou de outra todos são bonitos e originais.", disse a garota, agora feliz.

"Em todas as minhas fotos, eu tento expressar meu momento com uma legenda. Não se trata apenas de postar, eu tento contar uma pequena história ou algo que eu já passei em cada post.", explica Soto.

Há alguns meses, Soto começou a fazer algo que ela chama de "#Marker Chronicles". Ela pegou um marcador e delimitou as linhas de seu vitiligo, transformando sua pele em uma bela obra de arte.

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"É como ter corante natural", ela escreveu em seu primeiro post de "Marker Chronicles" .

Bullying

"Eu me lembro de quando eu era jovem, você sabe, quando você está no ensino médio, você tenta se adaptar à maioria. Mas eu não me 'encaixava', as pessoas zombavam de mim e eu chorava todas as noites antes de dormir ", disse ela.

Soto também revelou que muitas vezes usava suéteres e calças compridas, mesmo no meio do verão quente da Flórida, para manter seu vitiligo em segredo. Sua depressão ficou tão séria que até pensou em se suicidar. Mas um dia, ela começou a aceitar o fato de que seu vitiligo era uma parte permanente dela. "Eu comecei a perceber: 'Bem, eu vou ter isso pelo resto da minha vida, por que eu deveria me esconder para sempre?'", finalizou Ash.

E hoje ela se olha no espelho e se vê linda. Confira algumas fotos da moça.