O que você diria de alguém que está em um naufrágio e é um dos poucos sobreviventes? Sortudo, não é mesmo? Agora, e se essa pessoa passar duas outras vezes pela mesma situação? Foi isso o que ocorreu com Violet Jessop, uma argentina, que faleceu na década de 1970, mas que apenas agora teve sua história revelada em uma publicação do site da BBC. As possibilidades disso acontecer são bastante remotas, mas foi exatamente isso o que aconteceu em sua vida. Mesmo tendo sofrido por três naufrágios, há ainda um outro detalhe, Violet continuou navegando mar afora.

Nos anos 1900, ela esteve em três embarcações que ruíram. Os navios que vieram a afundar foram O Olympic, o Titanic e o Britannic.

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O primeiro afundamento aconteceu em 1911, quando ela estava no Olympic. O navio era de guerra, mas, mesmo assim, não resistiu à força e o perigo do mar em tempos que a tecnologia não era assim tão avançada. A argentina até que tentou ficar longe do perigo, mas não deu tão certo. Um ano depois, ao voltar a navegar, ela ouviu a promessa de viajar em um navio que "nem Deus afundava", o 'Titanic'.

Muitos naufrágios e muitos salvamentos

Ela tinha apenas 24 anos e, mesmo com o navio - que mais tarde viraria filme - afundando em águas super geladas, Violet não ficou, felizmente, entre os mais de mil mortos. Ainda assim, quem disse que ela desistiu? Nada disso, nossa protagonista continuou a viajar. Quatro anos depois, ela quis ser uma espécie de heroína e ajudou os soltados da Primeira Guerra Mundial, realizando o trabalho de enfermeira.

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Com o trabalho de enfermeira e a bordo do Brittannic, ela foi com a embarcação atacada por militares da Alemanha, quando navegava pelo Mar Egeu. Para fugir do barco não foi fácil, já que ele afundou em menos de uma hora.

Vida de luta e morte de causas quase naturais

A vida dessa mulher sempre foi uma aventura. Com pais irlandeses, ela viu sua família fugir para a Argentina no final dos anos 1800. Ela nasceu em 1887, em Buenos Aires. Muito lutadora, ela teve tuberculose quando criança e superou as expectativas dadas pelos médicos, que juravam que ela teria apenas três meses de vida. Ela faleceu em 1971, quando teve problemas respiratórios. Ela se foi com mais de oitenta anos de vida e muita história.

E você, o que achou dessa história de superação inacreditável? Deixe o seu comentário. Ele é sempre muito importante e ajuda no diálogo de temas importantes. #naufrágio