A Tailândia é conhecida internacionalmente como o paraíso das cirurgias plásticas que trazem milhares de pessoas de todos os lugares para fazerem esses procedimentos estéticos no país. Além disso, o país é conhecido pelas famosas cirurgias de redesignação sexual, onde pessoas transexuais fazem esse tipo de procedimento para colocarem fim a dor de terem nascido em corpos que não representam sua verdadeira essência.

Embora o país seja conhecido internacionalmente por essas cirurgias de redesignação sexual, a Tailândia é um país bastante preconceituoso, fazendo com que sua população LGBTQI sofram muito preconceito de familiares e pessoas conhecidas.

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Todo mês de abril é o momento do alistamento obrigatório no país, onde jovens que completaram 21 anos têm de comparecer aos postos das forças armadas tailandesas. Praticamente todos os jovens são recrutados por dois anos, que é o período considerado o mínimo obrigatório para todos os joven tailandeses.

Como o país não possui leis que reconheçam a transição sexual de seus milhares de trans na sociedade, muitas ainda sofrem preconceito por não serem reconhecidas legalmente como uma pessoa que sofreu uma redesignação sexual. A aceitação no país é maior de forma social que na prática, onde as pessoas respeitam os transexuais que vivem no país, embora o governo ainda não tenha aprovado leis em favor da população LGBTQI.

Esse é o problema de Nadia Patta, uma transexual que teve que comparecer ao serviço militar, que é realizado somente por pessoas do gênero masculino.

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Isso porque o nome da transexual não foi devidamente trocado nos documentos, e perante a lei, ela ainda continua registrada como alguém do sexo masculino, sendo praticamente obrigada a comparecer ao alistamento.

Nadia foi coroada recentemente como Miss Tailândia, e a beleza da transexual causou alvoroço no centro de seleção. Mas, não pense que ela sofreu preconceito ao chegar no alistamento, pelo contrário, as pessoas estavam perplexas com a beleza da mulher, que até trabalha como modelo.

E Nadia não foi a única a comparecer ao local. Outras mulheres transexuais também foram ao alistamento e não tiveram problema algum em assumir sua transexualidade, embora na lei isso ainda seja uma luta para elas.

As mulheres trans são liberadas do recrutamento obrigatório, mas devem comparecer ao local só para registrarem sua presença, pois outras pessoas podem aproveitar desse tipo de conduta para fugirem do alistamento, que dura até dois anos na Tailândia e é obrigatório a todos os cidadãos.

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