A ejaculação marca um dos momentos mais importantes do ato sexual. O sexo oral, por sua vez, é uma das mais conhecidas formas de estimulação sexual, muito apreciada por vários homens e mulheres. No caso do #sexo oral praticado pela mulher no órgão sexual masculino, há algumas questões importantes nas mentes de muitas pessoas.

Os indivíduos se perguntam o que acontece quando essas duas facetas do sexo se conjugam e quais as consequências se o líquido espermático acabar sendo engolido durante a prática do sexo oral. Não são poucos os que temem que a prática do sexo oral possa, se a mulher engolir o sêmen, causar câncer no estômago e outros males graves.

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Para esclarecer essa questão, o ideal é explicar o que é o #esperma – desse modo, pode-se entender com maior facilidade as consequências que sua ingestão pode ter.

Trata-se de um líquido orgânico que os machos de várias espécies liberam com fins reprodutivos - ele inclui espermatozoides, além de várias secreções, elementos químicos e substâncias. O macho humano, em média, consegue fazer o fluido ejaculado alcançar uma distância entre um sexto e um quarto de metro.

Os espermatozoides humanos podem viver cinco dias no corpo da mulher e sobrevivem por até três horas no assento de um sanitário. O sêmen humano contém enzimas, zinco, cálcio, vitamina C, potássio e açúcares. Uma colher de chá do fluido possui vinte calorias. Seu gosto é levemente doce, o que não surpreende, tendo em vista a presença nele de açúcares, como a frutose, que, como o nome indica, está presente em frutas.

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Dito tudo isso, a composição do esperma é inofensiva para as mulheres, exceto pelo fato de que, se ele estiver contaminado, pode ser transmissor de doenças sexuais. Embora careça de fundamento a ideia de que o sêmen causa câncer de estômago, um estudo conduzido por pesquisadores ingleses estabeleceu uma ligação entre a prática do sexo oral sem proteção e com múltiplos parceiros e o aumento no risco de desenvolver câncer de garganta. Acredita-se que o responsável seja o HPV, que é um vírus causador de doença sexualmente transmissível. Por isso e por todos os outros riscos, o médico Jairo Bouer, psiquiatra e educador especializado em sexualidade, ressalta a necessidade de uso do preservativo durante a atividade sexual, não importa qual ela seja.