" Pelas barbas de Merlin! "... É isso que algumas pessoas podem dizer - ou coisas bem piores - quando acabam de esbarrar o dedo mindinho do pé contra aquele móvel de madeira ou ferro. Não se pode negar que, uma vez ou outra, todos deixam aquele palavrão escapar ou se esforçam ao máximo para não dizer. Esse ato, considerado normal por algumas pessoas, agora ganhou uma explicação científica pelo pessoal de uma #universidade britânica.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Keele em Newcastle-Under-Lyme (no Reino Unido) chegou à conclusão de que exclamar palavrões pode reduzir até 50% das dores, se comparado a uma pessoa que prefere não dizer tais palavras.

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Para descobrir isso, os pesquisadores contaram com ajuda de 64 pessoas que tiveram suas mãos colocadas em um recipiente com água quase congelada em duas situações: a primeira todos os participantes foram orientados que podiam usar palavras duras para expressar o incômodo causado pela temperatura, já na segunda foram alertados que só poderiam utilizar palavras comuns.

O resultado foi bem interessante para os pesquisadores, os estudiosos descobriram que quando os participantes podiam dizer palavrões, conseguiam ficar com as mãos na água gelada por 2 minutos e 30 segundos (em média). Isso representou um período de tempo duas vezes maior que o da segunda ocasião, quando os participantes conseguiram ficar 1 minuto e 15 segundos.

Qual a razão para isso acontecer?

Segundo o psicólogos responsáveis pelos estudos da Universidade de Keele, o Doutor Richard Stephens e a Doutora Claudia Umland, xingar durante situações que seu humor muda de forma rápida ajuda você "ser mais resistente" e sua tolerância à dor aumenta.

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O médico afirma que durante um momento de dor aguda em que o paciente se expressa com palavras curtas, que refletem seu desejo de fazer aquela dor passar, tem um efeito psicológico.

Um segundo #estudo também foi realizado. 73 pessoas com faixa etária de 18-48 anos foram convidadas a responder um questionário onde teriam que informar com qual frequência costumavam falar palavrões. Mais uma vez os participantes foram submetidos ao teste a água gelada e o resultado de que os xingamentos faziam suportar mais tempo se repetiu, entretanto, quando os questionários foram comparados, foi descoberto que as pessoas que responderam "uma frequência alta de palavrões" foram as que menos suportam o teste mesmo com os xingamentos.

"A mensagem deste último estudo é interessante", disse o Dr.Stephens. "Se por um lado ele diz que xingar, como resposta à dor, pode ser benéfico, também há evidências de que se você xinga com muita frequência em situações do dia a dia o poder do xingamento não vai estar lá quando você precisar dele." #Curiosidade