De acordo com os dados recolhidos pelo jornal português Correio da Manhã, um grupo de cientistas de origem alemã acreditam que o esperma característico do sexo masculino pode ajudar a combater algumas doenças que afetam milhares de mulheres todos os anos em todo o mundo. Os resultados deste estudo científico foram publicados pelo site com especialização no assunto Science Alert.

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Estes estudos foram desenvolvidos no Instituto de Nanociências Integrativas e na Universidade de Tecnologia de Chemnitz, ambos situados na Alemanha. Os cientistas que estiveram envolvidos nesta descoberta começaram por envolver vários espermatozóides do sexo masculino numa estrutura caracterizada pelos investigadores como "armadura de ferro" expostos a vários medicamentos.

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De seguida, os espermatozóides foram transferidos com a ajuda de material de laboratório especializado para um local afetado escolhido previamente pelos investigadores. Tudo isto foi possível através da utilização e desenvolvimento de campos magnéticos.

Os investigadores divulgaram que testaram primeiramente com espermatozóides de bovino e que tudo correu como esperavam. Desta forma, os cientistas acreditam que os espermatozóides, através desta nova técnica que está sendo desenvolvida, poderão ser a ajuda que faltava no combate a várias doenças que atingem o sistema reprodutor feminino com muita frequência.

Este tratamento poderá ser utilizado para combater anomalias como doenças inflamatórias de natureza pélvica, tumores ginecológicos e também a conhecida endometriose. Por exemplo, o número de mulheres que nos dias que decorrem sofre de endometriose atinge aproximadamente 10% da população que está na idade reprodutiva.

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Este número aumenta sempre todos os anos e é um alarme para os especialistas da saúde. Seria muito benéfico para a saúde humana que este tratamento realmente resultasse com as pessoas para tentar diminuir estes números que têm aumentado todos os anos em grande escala.

Segundo o Correio da Manhã, os investigadores afirmam que ainda existem muitos detalhes que têm de ser detalhadamente analisados para que este sistema possa ser aplicado nas pessoas. No entanto, os autores deste estudo científico acreditam que, num futuro próximo, este teste possa então ser aplicado de forma potencial no diagnóstico e tratamento de vários tumores "in situ", ou seja, num local natural. #cancer #2017