Algumas mulheres são vítimas de violência sexual cometida por pessoas próximas e conhecidas da família. Por mais que a luta contra o #Estupro e pelo direito à liberdade do corpo da mulher tenha avançado em seu discurso perante a sociedade, muitos crimes bárbaros ainda acontecem em todo o mundo. Esses acontecimentos reforçam a necessidade da discussão de gênero em praticamente todas as esferas sociais, incluindo os poderes públicos e o setor privado. Embora no Brasil o número de mulheres que sofrem abusos sexuais seja enorme, na África do Sul é registrado um dos maiores índices de estupro de mulheres em todo o mundo. No país acontecem, em média, cerca de 52 mil novos casos todos os anos.

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O sofrimento físico é um dos maiores traumas que alguém pode ter nesse tipo de violência. Quando uma mulher é violada por um homem, o sentimento de nojo toma conta da situação e o medo sempre anda ao lado da mulher que está sozinha na rua. Além disso, traumas psicológicos podem durar por toda a vida delas, que não conseguem superar a violência que foi cometida contra o seu corpo. Muitos casos, inclusive, nunca são denunciados por inúmeros motivos que pairam as histórias tristes sobre violência sexual.

Como na África do Sul o estupro é muito mais frequente do que no Brasil [VIDEO], além da transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) não ser algo controlado, uma médica resolveu inventar um dispositivo capaz de dar mais segurança às mulheres que vivem naquele país.

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Sonette Ehlers vive no país africano, onde trabalha com vítimas de estupro. A médica percebeu que o estupro era um problema alarmante e resolveu inventar algo que pudesse empoderar as mulheres.

A médica pegou um preservativo feminino e modificou o objeto, transformando uma simples camisinha em uma arma contra o estupro. Chamada de ‘Rape Axe’, ‘machado contra o estupro ‘, em tradução livre, a parte interior da arma, criada pela médica, é o que mais chama a atenção. A camisinha modificada por Ehlers possui inúmeros ganchos afiados em seu interior, feitos de plásticos, que penetram no pênis do homem, ao entrar na vagina.

Esse preservativo faz com que o homem pare o ato, assim que tenta realizar a penetração. E, enquanto a dor toma conta do estuprador, a mulher tem a chance de fugir do local, sem que o estupro seja concluído. Como os ganchos só podem ser removidos de forma cirúrgica do pênis do estuprador, os criminosos podem ser presos, ao procurar ajuda médica em um hospital. Além de prevenir o estupro, essa arma impede a transmissão de DST’s e de alguma gravidez indesejada, proporcionando maior liberdade às mulheres sul-africanas.