O consumo de materiais humanos, por extratos feitos de cabelos, sangue, fígados e outras partes do corpo humano já foi muito valorizados pela medicina. Na verdade, às vezes, multidões presentes às execuções públicas nem sequer esperavam o corpo esfriar antes de exigir do carrasco a pele, os ossos e outras partes de um condenado. Entre os produtos que colocavam o #canibalismo a serviço da medicina, podem ser mencionados os seguintes:

1 - Fígado de gladiador

Na Antiguidade Clássica, acreditava-se que comer o fígado de um gladiador morto na arena podia curar a epilepsia. Originalmente, a crença era de que o fígado de um cervo que tivesse sido abatido com a mesma arma com que um gladiador tivesse sido abatido faria bem aos epiléticos, mas, com o tempo, decidiu-se cortar o intermediário, o cervo e usar o gladiador mesmo.

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2 - Sangue humano

O sangue humano, ainda morno depois de uma execução, também foi considerado bom para curar a epilepsia. Depois que os jogos de gladiadores foram proibidos, no final do Século IV d.C., as pessoas desejosas de uma cura para a doença voltaram-se para os criminosos executados pelo Estado. A ideia de que o sangue humano tinha poderosas propriedades curativas sobreviveu em partes da Europa até o século XIX. Um relato horripilante do século XVI, por exemplo, descreve como uma multidão impaciente, no que hoje é a Alemanha, arrebatou um corpo logo depois de uma execução para beber seu sangue direto do pescoço cortado. Depois da morte do rei inglês Charles I, executado por decapitação depois de condenado por traição, a multidão se apressou a lavar as mãos no sangue real - conta-se também que o executor do rei fez dinheiro vendendo tufos do cabelo do rei e areia encharcada de sangue da Majestade deposta.

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3 - Gotas do rei

Se Carlos I virou remédio popular, o neto dele, o rei Charles II tinha uma receita própria, que adquiriu de um médico chamado Jonathan Goddard. O remédio foi popularmente chamado Gotas do rei. Em sua composição, entravam marfim, chifre de cervo, víbora seca e... alguns quilos de crânio humano. Tudo moído e depois transformado em líquido. Entre as doenças que o remédio curava, segundo a suposição da época, estavam convulsões, problemas nervosos e apoplexia. Para o azar do Primeiro Ministro, Edward Walpole, nele, o remédio causou convulsões em vez de curá-las. Apesar do fracasso com o nobre e com próprio rei, que teve o remédio ministrado a si mesmo em seu leito de morte sem resultado nenhum, a reputação positiva do remédio sobreviveu por séculos.

4 - Cérebro

O médico e alquimista John French descreveu na segunda metade do Século XVII, em seu livro a Arte da Destilação, como preparar uma tintura (ou seja, um preparado com base em álcool) de cérebro. O remédio, ao qual foram encontradas referências mais de um século depois do livro de French, exigia que o cérebro de um jovem que tivesse sofrido morte violenta fosse arrancado junto com os vasos sanguíneos e nervos e fosse transformado em uma papa e depois deixado por um semestre "digerido” em fezes de cavalo.

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5 - Gordura humana

Gordura humana, tirada de homens recém-executados, era usada para tratar dores de diversas causas, incluindo gota e artrite. A rainha Elizabeth I usava um unguento feito do material para tratar as marcas que a varíola deixara em seu rosto. #medicamentos #canibais