O filipino Ardi Rizal se tornou conhecido mundialmente após ser flagrado fumando com apenas 1 anos e 6 meses de idade. O menino, que ainda tinha dificuldades para se locomover sozinho e vivia rodeado de crianças na aldeia onde morava com a família, é até hoje o caso mais conhecido de criança viciada em cigarro.

O vício do menino era tão grande e desenfreado que, em 2010, Ardi fumava cerca de 40 cigarros diariamente enquanto brincava. Ele, que passou a fumar incentivado por seu pai, não conseguia mais ficar sem a nicotina em seu organismo. A falta da substância o deixava excessivamente agressivo e inquieto.

Após uma série de reportagens feitas por diversas emissoras de TV do mundo todo sobre o menino fumante, a notícia se espalhou rapidamente e passou a ser assunto em uma série de instituições que lutam em prol do bem-estar das crianças e dos adolescentes.

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Tamanha foi a repercussão do caso que o governo das Filipinas voltou sua atenção para o problema nacional e implantou programas para combater o vício infantil no país.

De acordo com dados revelados pela Agência Central de Estatísticas, estima-se que cerca de 25% das crianças com idade entre 3 e 15 anos daquela região fazem uso do cigarro, sendo que 3,2% delas já são fumantes ativas. O caso do menino Ardi é um caso considerado extremo, mas que claramente exemplifica um problema geral da população daquela área.

Com o caso do menino sendo citado frequentemente pelos principais jornais na época e com os pais recebendo fortes ameaças devido à falta de zelo com o filho, a mãe de Ardi foi surpreendida com uma proposta feita pelo governo local, que prometeu presentear a família com um carro, caso o menino deixasse o vício.

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Entusiasmados com a promessa de receberem um veículo, todos na casa se empenharam em contribuir para que o menino deixasse o cigarro.

A tarefa, que foi árdua e delicada, foi vencida graças ao empenho e às diversas sessões de terapia pelas quais Ardi passou durante a abstinência. Após deixar o cigarro, Ardi desenvolveu uma compulsão por comidas gordurosas e se tornou uma criança obesa e com a autoestima baixa.

Para não fumar e perder todo o progresso, o menino começou a comer demasiadamente e chegou a ver sua saúde totalmente comprometida.

Com o passar do tempo, Ardi foi intensificando suas terapias ocupacionais e se livrando do vício compulsivo por comidas gordurosas. Atualmente com 12 anos, ele consegue levar uma vida saudável e se considera totalmente livre dos vícios que o consumiam.

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