Embora o pênis não possua nem sequer um osso, estima-se que um em cada cem mil homens acabe sofrendo com fratura peniana, um fenômeno que ocorre quando a túnica albugínea, um envelope fibroso que cobre os corpos cavernosos do órgão sexual masculino, é rompida, geralmente durante a prática do ato sexual, pois o pênis ereto está muito mais suscetível a esse tipo de rompimento.

Embora a possibilidade de ocorrência de fratura peniana não se limite a este caso típico, o doutor Mariano Rosselló, andrologista e urologista espanhol, diz que o mais comum é que a fratura se dê durante o ato sexual, quando ele se curva bruscamente por ter sofrido um impacto do osso pélvico da mulher.

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Masturbação ou rolar na cama sobre o pênis ereto são outros atos que podem causar a fratura.

Devido à relativa baixa frequência com que a fratura peniana ocorre, a maior parte das pessoas não conhece seus sintomas nem como agir caso algo assim aconteça durante o sexo. Embora não se trate de um osso sendo fraturado, a fratura peniana pode ser acompanhada de um barulho que lembra o de um osso sendo quebrado. A dor associada a essa fratura geralmente é muito grande - embora, às vezes, demore para ser sentida - e, sem socorro médico adequado logo depois da fratura, o pênis pode ficar com sequelas, inclusive deformações, problemas de ereção e infertilidade. Outros sintomas comuns da fratura peniana são perda de ereção, hematoma - interno ou externo - e inchaço do órgão sexual.

Segundo artigo escrito pelos doutores Pedro Romanelli de Castro, Ricardo Hissashi Nishimoto, Raul Guilherme Ângelo Pinheiro, Teon Augusto N.

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de Oliveira e Ralph Correa de Almeida e publicado na Revista Médica de Minas Gerais, o diagnóstico de fratura peniana pode ser feito na maioria dos casos apenas com o exame físico do órgão e com base no relato do paciente, dispensando exames complementares. Em casos em que o médico tem dúvidas quanto ao diagnóstico, alguns exames de imagem podem ser utilizados para tirar a dúvida. Entre estes exames, podem ser mencionados a ultrassonografia com doppler e a ressonância magnética. Em geral, a fratura peniana demanda cirurgia para seu tratamento: a internação do paciente costuma durar cerca de uma semana e ele deve se abster de sexo por pelo menos um mês.

Sabe-se que a vergonha pode fazer com que os pacientes relutem em buscar ajuda médica quando há suspeita do problema, mas é importante ressaltar a importância de buscar essa ajuda para que se evitem sequelas. #fratura do peniana