Conhecida e temida por muitos brasileiros, principalmente em idade escolar, a '#loira do banheiro', possui inúmeras versões assustadoras pelo Brasil.

Contada por muitos como a trágica história de uma menina, que adorava matar aula no banheiro de sua escola e que em um fatídico dia, ao correr para se esconder dos professores, escorregou, batendo sua cabeça e fraturando-a imediatamente no chão frio do banheiro, indo à óbito no local, a história não passa de uma lenda urbana, cujo o único objetivo é assustar os alunos, que, assim como a 'loira', passam bastante tempo nos banheiros escolares. Embora a história contada seja uma lenda, por trás dela há uma história real, que pode explicar a origem das inúmeras e assombradas 'loiras dos banheiros' brasileiros.

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A verdadeira 'loira'

Tudo começa em 1879, quando o Visconde de Guaratinguetá, obriga sua filha, Maria Augusta de Oliveira Borges, de apenas 14 anos, a se casar com um homem bem mais velho. Casada e completamente infeliz, Maria Augusta arma um plano e consegue fugir do marido e do Brasil, embarcando sozinha para Paris.

Em 1891, aos 26 anos, a jovem morreu de causas desconhecidas. Especula-se, que o óbito tenha sido em função da hidrofobia (raiva), desenvolvida por ela desde a adolescência, que a consumia e a deixava em quadros intensos de desidratação. De acordo com relatos de uma antiga empregada da família, que cuidava de Maria Augusta na França, no momento em que a moça foi declarada morta, o espelho principal do casarão se quebrou.

Após o óbito, o corpo da jovem condessa foi encaminhado de volta ao Brasil, porém, o caixão em que ela se encontrava foi saqueado por ladrões, que roubaram as joias que adornavam o corpo da falecida.

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Juntamente com seus pertences, seu atestado de óbito foi levado, impedindo que o motivo real da morte fosse revelado.

Ao chegar no país de origem, o corpo de Maria Augusta foi novamente preparado, ornamentado com joias e colocado em uma urna de vidro, enquanto seu jazigo era preparado no cemitério da cidade de Passos, em Minas Gerais. Reza a lenda que a moça teria deixado sua urna e vagado por todos os cômodos da casa de seu pai, relembrando sua infância, provocando barulhos sinistros por onde passava, sendo a maioria deles, ouvidos nos diversos banheiros da casa, onde ela provavelmente se escondia das ordens do pai quando criança.

Em 1902, o ex-casarão e residência do Visconde de Guaratinguetá, se tornou a tradicional Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves, porém, 14 anos depois, a mesma idade con que Maria Augusta deixou a casa, um incêndio misterioso acometeu o local, comprometendo toda a sua estrutura. Desde então, a lenda da 'loira do banheiro' vem sendo contada e reforçada de geração a geração. #lendas urbanas #mulher do banheiro