É curioso como cada profissão exige uma rotina específica em seu cotidiano. Talvez porque a rotina seja parte do processo de organização e controle que sempre se tenta – equivocadamente – para compor a vivência profissional. E mais curioso ainda é como há situações incômodas com as quais o profissional precisa, inevitavelmente, conviver e conduzir para que seu trabalho se desenvolva.

Ainda que seja óbvio, é importante que se diga que a necessidade faz com que os mais diversos profissionais não se manifestem de forma contundente diante destas situações. A medicina é um campo vasto neste quesito.

Como a rotina depende da interação com os pacientes, há condições básicas de higiene e relação interpessoal para que se desenvolva a atividade de um médico.

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Há inúmeras especialidades, assim como inúmeros são os incômodos vivenciados por estes profissionais.

Imagine como é a rotina de um especialista, um ginecologista, por exemplo. Situações delicadas devem ser muito corriqueiras no dia a dia. Com a alta rotatividade de pacientes e, neste caso específico, mulheres, há momentos curiosos ao menos para uma simples consulta.

O #ginecologista é responsável por cuidar da saúde feminina e, portanto, estuda a fisiologia feminina e, mais especificamente, o sistema reprodutor feminino. É de suma importância o acompanhamento clínico deste profissional. Por se tratar de uma região importante e delicada da fisiologia feminina, há uma constante interação entre médico e paciente.

Uma consulta ao ginecologista exige um ritual básico de higienização e preparação.

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Cabe ao bom senso feminino, por exemplo, adiar consultas quando estão no período menstrual. É certo que o ginecologista lida com sangue em função de sua especialidade. Contudo, uma consulta que exige exames sensoriais em uma região ensanguentada não é agradável. Por mais que o especialista não evidencie sua insatisfação, trata-se de uma negligência, uma vez que a avaliação não será completa pela situação fisiológica da paciente.

Além disso, como toda mulher já sabe que se exige uma verificação por meio de toque na região genital, é necessária uma higienização adequada. Depilação, banho, limpeza do local até como forma de manutenção da saúde do sistema reprodutor feminino, que é extremamente delicado.

Que situação desconfortável quando o médico se depara com a falta de higiene e limpeza. Dificuldade para o exame sensorial, dificuldade para, até mesmo, visualizar a genital e, o mais grave, revela o descaso que há com o próprio corpo. É óbvio que mesmo o maior estudioso desta especialidade se incomodaria em muito diante de tal visão.

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Outra dificuldade enfrentada por ginecologistas diz respeito a pacientes autoconscientes sobre a fisiologia e saúde de seu próprio corpo. Não aceitam orientações, não realizam os exames solicitados, não seguem os tratamentos ou, de forma displicente, seguem parcialmente.

É uma visita, talvez para satisfação pessoal: está em dia com meu corpo, provavelmente pensam desta forma. Como profissional da área, tenha certeza que o médico busca a saúde de sua paciente e não uma visita de rotina, para uma conversa sobre órgão reprodutor e suas peculiaridades.

Há os casos de pacientes políticas. Ao serem questionadas sobre o uso de anticoncepcionais ou qualquer medicação para tratamento pontual de alguma enfermidade, afirmam categoricamente que está em dia, respeitam o calendário, faz o uso correto e de acordo com a posologia prescrita.

Entretanto, ao verificar os exames, o ginecologista flagra a ovulação ou a não retração da enfermidade. Como se manifestar diante desta situação. Pega em flagrante e, para piorar ainda mais a situação, não assume a culpa. Não que seja um problema usar ou não usar anticoncepcional ou a medicação, mas a distorção da realidade é sim um grave problema.

Como o especialista pode acompanhar a saúde fisiológica do corpo feminino se não pode confiar na veracidade da informação apresentada. Em casos extremos, há ainda uma maior dificuldade para tomada de decisões medicinais. A sinceridade da paciente é essencial para o trabalho médico.

Há também pacientes desconfiadas. Para cada orientação uma explicação detalhada. Para cada exame, a necessidade. É certo que a paciente tenha o direito a compreensão de todo o procedimento realizado pelo ginecologista. Embora toda a rotina seja comum na maioria das vezes, mas sempre repetir a mesma história, principalmente em consultas rotineiras, é, no mínimo, entediante.

Por fim, há as pacientes sensuais. Entendem que estão em uma balada em plena paquera. Há alguns problemas com relação a esta situação. Em primeiro lugar, desrespeita-se a ética profissional, como se relacionar em seu trabalho e, para piorar, quem deve ser foco da atividade profissional.

Sem contar que, devido à rotina, é desconfortável para um médico este tipo de situação. Além disso, o especialista privilegia a formalidade e, nesta situação, é interessante até um encaminhamento a outro especialista. Não se deve confundir a relação profissional com relação pessoal.

Possivelmente, estas sejam, para os ginecologistas, as situações mais inusitadas e incômodas. Como em outras profissões, são dificuldades vivenciadas e, quase sempre, guardadas no mais profundo do subconsciente profissional. É importante que se reflita sobre estas situações, sejam os profissionais da área, sejam as pacientes. A melhoria da relação é essencial.

A consciência é fundamental para uma rotina mais agradável e estes detalhes, muitas vezes, são despercebidos ou transgredidos por uma realidade cada dia mais fatigante. Fato é que cada profissão exige seus sacrifícios e omissões. No entanto, sempre há tempo para reflexão e transformação. Pensar é necessário, transformar é essencial! #Dicas #Curiosidades