Você já quis enviar alguma coisa pelo correio e ficou em dúvida se seria possível? Hoje em dia, existem algumas regras sobre aquilo que pode ou não - ser enviado por cartas ou serviços de encomendas dos correios. Algumas das principais restrições são substâncias explosivas ou corrosivas, plantas vivas, animais vivos ou mortos (bem como ossos e cinzas de animais), entorpecentes, dinheiro, armas ou munição, e cigarros.

Mas, antigamente, estas regras pareciam não existir, e as pessoas já enviaram de tudo e mais um pouco pelos correios, desde tijolos a crianças!

Confira abaixo uma lista com as 6 coisas mais bizarras que as pessoas já enviaram pelo correio.

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Todos os casos ocorreram nos Estados Unidos:

Bebês

Quando o sistema de encomenda postal ''estreou'' nos Estados Unidos, em 1913, as pessoas estavam alvoroçadas com a novidade, e não demorou muito para que começassem a ''testar os limites'' do novo serviço, e enviar todo tipo de pacotes inusitados. Por volta de janeiro de 1913, o Sr. e a Sra. Jesse Beuge de Ohio, fizeram as contas e perceberam que sairia mais barato enviar seu filho - que era apenas um bebê na época - pelo correio para visitar a avó, do que pagar por um bilhete de trem.

Com apenas 15 centavos gastos em selos e mais 50 dólares, os pais enviaram o bebê para a vovó. O sistema de encomendas logo proibiu essa prática, mas isso não impediu que as pessoas continuassem tentando realizar esse tipo de arranjo. Em 1915, após um estouro de envios deste tipo, o serviço de correio finalmente conseguiu acabar com a brincadeira.

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Um gato

Já em Nova York foi um pequeno bichano que sofreu as consequências de uma experiência postal inusitada. Durante o período de 1897 até 1953, todas as correspondências postadas passavam por uma série de tubos pneumáticos cuja função eram separar as cartas de acordo com seu destino.

Na inauguração do serviço, em 1897, o sistema realizou alguns testes, nos quais foram enviados uma Bíblia, um enorme pêssego falso e, por qualquer razão misteriosa, um gato vivo que, segundo consta, chegou bem ao seu destino, porém, parecendo atordoado.

Cartas misteriosas e assustadoras

Por volta de 1976, os habitantes de Circleville, Ohio passaram a receber estranhas cartas, todas datilografadas, acusando-os de diversos delitos. Outros detalhes intrigantes: todas as cartas eram anônimas, e chegavam aos montes, para todos os bairros da cidade.

Reza a lenda que o suposto escritor das misteriosas correspondências também havia matado um homem, de nome Ron Gillespie. Paul Freshour foi preso pelas autoridades locais, acusado de matar Ron e de espalhar terror pela cidade através das cartas.

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O homem negou ambas as acusações, porém acabou considerado culpado por ambos os crimes.

Após a prisão de Paul, no entanto, as cartas continuaram a ser entregues, até meados de 1990, até que, misteriosamente, pararam de chegar.

O mistério jamais foi resolvido.

A menor carta do mundo

Existe uma empresa chamada Leafcutter que foi apelidada de ''o menor serviço postal do #Mundo''. A Leafcutter produz cartas minúsculas, além de pacotes e convites, todos em miniatura, que são entregues pelo correio normal (em envelopes comuns). Para fazer uso do serviço, o usuário deve escrever uma carta ou escolher um objeto pequeno - bem pequeno mesmo, como um pingente, por exemplo - e mandar para a Leafcutter, que transcreve sua carta em letras minúsculas e enviam sua pequena encomenda para qualquer lugar do mundo.

Um tijolo (ou vários)

Um tijolo já foi enviado pelo correio e retornou três vezes antes de chegar ao seu destinatário. Um caso mais bizarro ainda sobre o envio de tijolos pelo correio foi o caso da construção do banco de Vernal, Utah, apelidado de ''Parcel Post Bank''.

Durante o planejamento para a construção do edifício, o encarregado pelo projeto, W.H. Coltharp, esbarrou com uma ''pequena'' adversidade: não havia tijolos em Vernal. Coltharp decidiu então trazer os tijolos de Salt Lake City, que fica a 204km do local da construção do ''Parcel Post Bank''. O preço do frete para o transporte de tantos tijolos custaria cerca de quatro vezes o valor dos próprios tijolos.

A solução encontrada por Coltharp foi solicitar o envio do material via Parcel Post, o equivalente ao PAC aqui no Brasil, cujo custo é bastante reduzido. Foram 36 toneladas de material, enviados em pacotes de 40 tijolos cada, já que o serviço de Parcel Post só aceitava pacotes de até 22,6 kg.

Abelhas, galinhas e escorpiões

Embora o envio de gatos, bebês e tijolos não seja mais permitido, ainda existem animais vivos que podem - e são - enviados legalmente nos EUA, tais como galinhas, abelhas, escorpiões, e animais menores de 50 centímetros. #humor #Curiosidades