#beatboxers são aqueles sujeitos que imitam instrumentos musicais apenas com suas vozes, cordas vocais, lábios, línguas, etc.. Trata-se, claro, de sujeitos diferenciados, de pessoas que conseguem fazer extremamente bem o que a maioria não consegue fazer nem sequer mal. A confirmação disso foi obtida quando um dos mais talentosos e conhecidos praticantes do gênero, o australiano Tom Thum foi a um médico ter sua laringe estudada enquanto ele fazia uma exibição de sua habilidade. O doutor Matthew Broadhurst, laringologista e membro do Instituto da Voz de Queensland (Queensland é um dos seis estados em que se divide a Austrália), inseriu um endoscópio pelo nariz do artista e outro por sua garganta, permitindo ver em ação a complexa maquinaria biológica que cria suas impressionantes imitações sonoras.

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Entre as estruturas que Thum habilidosamente usa para fazer suas apresentações, um dos destaques é a língua, com a qual o músico faz complexos movimentos para cima, para baixo, para os lados e de compressão, a depender do som que quer extrair dela. Outro destaque é a própria laringe do artista, cujos movimentos de contração, entre outros, ajudam Thum a fazer uma enorme variedade de sons. Na verdade, a arte dos beatboxers depende da atuação conjunta de vários órgãos e tecidos: lábios, cordas vocais, língua, alguns dos quais podem ser vistos em sua ação extraordinária como nunca antes graças vídeo da endoscopia.

Interessantemente, apesar de talvez ter nascido com talento especial para esse tipo de façanha vocal, Thum não tem nenhuma estrutura que os outros seres humanos não possuam também nem se percebe nada de muito diferente em tamanho ou disposição entre seus órgãos e tecidos e os de outros seres humanos que não conseguem nem assobiar, quanto menos parecer verdadeiras máquinas de efeitos sonoros.

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A prática certamente tem algo a ver com o talento do artista, que já descreveu o beatboxing como uma paixão dele e que explicou a uma plateia do TEDx Sydney (o TEDx é uma iniciativa para a realização de palestras em diversos lugares do mundo - Sidney, Austrália, por exemplo -, com o objetivo de estimular discussões proveitosas para as comunidades) que faz várias apresentações fora da cidade em que mora Brisbaine e mesmo fora da Austrália. Se, além de paixão e prática, há alguma outra coisa que o diferencia dos outros seres humanos, alguma diferença sutil o bastante para não ser percebida atualmente, ela ainda está por ser descoberta.

#Curiosidade