Em agosto de 2016, a imagem de um menino coberto por poeira e com diversas escoriações pelo corpo aguardando atendimento sozinho em uma ambulância chamou a atenção e comoveu milhões de pessoas ao redor do mundo.

A foto, que foi tirada na cidade de Aleppo, na Síria, mostra o pequeno Omran Daqneesh, que na época tinha apenas quatro anos de idade, ferido, assustado e demonstrando estar em estado de choque após ser resgatado pelos bombeiros de um prédio explodido durante um ataque aéreo brutal.

Omran, que vivia com seus pais e seus irmãos em um apartamento em Aleppo, viu sua casa desmoronar em cima de sua família, soterrar seus entes queridos e matar instantaneamente seu irmão mais velho.

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Recentemente, o menino voltou a ser notícia após aparecer ao lado de seu pai durante uma entrevista cedida à uma emissora local, que visava relatar os efeitos da guerra na Síria. Calmo e um tanto quanto emocionado, o pai do menino que chocou o mundo em 2016 e que aparentemente se mostra recuperado falou sobre os diversos ataques ao país contrários ao regime político estipulado por Bashar al-Assad.

De acordo com informações passadas pelo jornal britânico 'The Telegraph', o sírio por diversas vezes chegou a afirmar que a mídia internacional fez de tudo para usar a imagem de seu filho para prejudicar e atacar indevidamente a imagem de Assad. Segundo os jornalistas do 'The Telegraph', o homem declarou ter recusado uma série de pedidos de entrevista para jornais sensacionalistas que visam prejudicar deliberadamente o governante.

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Contrário aos que desejam a queda de Assad, o pai de Omran confirmou a informação de ter escondido o filho da mídia e até mesmo ter raspado o cabelo da criança na tentativa de disfarçar a presença do menino e deixá-lo irreconhecível para os jornalistas que vigiavam diariamente a rotina da família.

Embora o sírio tenha poupado dar informações a respeito dos efeitos causados pela guerra em sua casa e principalmente os impactos do conflito na vida do filho, que completou recentemente cinco anos, o homem se declarou totalmente a favor do governo de Bashar al-Assad, e que embora tenha perdido um filho durante um ataque aéreo, ele e sua casa continuarão apoiando o presidente de seu país.

A entrevista, que foi repassada aos jornalistas do 'Telegraph' pela agência Rupthly, foi considerada por eles como possível declaração fornecida por um pobre homem sírio coagido, que já perdeu um filho, a casa, e a paz na guerra que já dura seis anos. #menino guerra Síria #menino sírio #menino resgatado explosão