Uma das personagens mais antigas da DC Comics, a Mulher-Maravilha acaba de ganhar uma adaptação cinematográfica. O filme estreou recentemente, e tem recebido diversos elogios por parte da crítica, e também dos fãs das HQs da heroína.

A personagem Diana teve sua estreia nos quadrinhos em 1941; ela é Princesa das Amazonas, que vivem livres de qualquer tipo de influência masculina na Ilha Paraíso - rebatizada posteriormente de Themyscira.

As guerreiras amazonas

Na mitologia grega, as amazonas eram um grupo de mulheres que viviam em comunidades inteiramente femininas, nas quais os homens não eram admitidos. Contrárias ao casamento, uma vez ao ano estas mulheres buscavam parceiros para manter relações íntimas, com o único objetivo da procriação.

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Após a concepção, as amazonas matavam os parceiros, bem como todos os bebês do sexo masculinos que tivessem sido gerados destas relações. As crianças do sexo feminino eram mantidas na comunidade e treinadas pela mãe nas práticas agrícolas, na caça e nas artes de guerra.

O mito conta que estas mulheres eram guerreiras extremamente habilidosas, e que chegavam a remover um dos seios para se tornarem melhores arqueiras.

Muito embora tenham sido mencionadas não somente em histórias mitológicas, mas também em registros históricos gregos oficiais, não existem muitas evidências de que estas guerreiras, que inspiraram a musa da DC Comics, tenham realmente existido.

Evidências arqueológicas

Uma das poucas evidências da existência destas guerreiras, conhecidas por terem um porte físico bastante impressionante, sobretudo em sua estatura, foi a descoberta de túmulos de mulheres guerreiras enterradas ao lado de suas armas nas estepes de Urais, próximas ao Mar Negro.

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Os arqueólogos Jeanninne Davis-Kimball e Renate Rolle, responsáveis pela descoberta dos túmulos no início da década de 90, relataram que alguns dos corpos apresentavam ferimentos de combate. Em uma das covas achavam-se os restos de uma #Mulher cujos ossos das mãos estavam bastante desgastados por puxar cordas de arcos, e em outras haviam mulheres com as pernas arqueadas, provavelmente por andar muito a cavalo. Estas mulheres tinham cerca de 1,68 metro, uma estatura muito acima da média para as mulheres - e até para os homens - da época.

Porém, apenas 25% dos corpos encontrados neste suposto cemitério de amazonas foram identificados como sendo de mulheres, descartando a possibilidade de uma sociedade exclusivamente feminina.

Icamiabas - as amazonas brasileiras

Não foi à toa que o estado brasileiro do Amazonas recebeu este nome. Quando o espanhol Francisco Orellana, e os expedicionários europeus que ele liderava chegaram ao território que hoje é o estado do Amazonas, em 1542, deram de cara com um grupo de índias guerreiras que, segundo os relatos, viviam em tribos isoladas formadas unicamente por mulheres, e lutavam nuas.

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Elas eram chamadas pelos índios de ''icamiabas''. Como seus costumes se assemelhavam muito com as amazonas gregas, a comparação foi inevitável.

As icamiabas eram altas, fortes, tinham pele clara e cabelos compridos e negros, segunda a descrição do frei Gaspar de Carvajal. Elas não permitiam a permanência de homens junto às suas tribos, e costumavam afastá-los com seus arcos e flechas.

A historiadora e especialista em folclore brasileiro Rosane Volpatto acredita que as icamiabas atavam o seio direito com uma faixa, para otimizar o uso do arco. Essa prática é a responsável pela crença de que estas mulheres não possuíam um dos seios. ''Icamiaba'' significa ''a que não tem seio''.

As "icamiabas" também não tinham maridos, mas uma vez ao ano, em noites de lua cheia, faziam uma cerimônia para a deusa Yaci, para a qual convidavam os índios guacaris, e mantinham relações sexuais com eles. Após este ritual, os homens recebiam de presente das icamiabas um amuleto protetor chamado muiraquitã. Algumas versões contam que este amuleto era oferecido apenas aos homens que houvessem gerado crianças do sexo feminino.

As filhas eram criadas pelas mães e ensinadas a caçar e a lutar, enquanto os filhos eram dados aos pais para que os levassem embora da tribo das icamiabas, segundo conta a tradição indígena da região.

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As guerreiras amazonas da mitologia grega realmente existiram? Deixe sua opinião nos comentários. #Cinema #Curiosidades