Uma mulher de 22 anos, cuja identidade não foi divulgada, postou em sua página no Facebook os detalhes de um #assalto que sofreu. O ladrão roubou o celular, mas não contava com a astúcia da moradora da Zona Leste da cidade de São Paulo.

Ela comunicou aos amigos que fora assaltada, mas pediu que ninguém apagasse seu número. “Migos, fui assalta[da]. Mas não apaguem meu número, o ladrão levou um celular que não funcionava. Quer passar a perna logo em quem, 22 anos de zona leste (sic)”.

No momento do print, a postagem publicada no dia 18 de maio, já contava com 207 curtidas e 63 comentários. A reprodução da página do Facebook viralizou nas redes sociais e foi postado em diversas comunidades e grupos do Facebook.

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Embora tudo tenha sido levado com bom humor, pela vítima e por aqueles que leram a postagem na rede social mais popular do Brasil, o caso em questão não é brincadeira.

Assaltos

Em um país do tamanho do Brasil e com tanta desigualdade social, problemas econômicos, de educação, com uma polícia que não é bem vista por grande parte da população, a #Violência torna-se parte do cotidiano.

Os assaltos são um dos crimes mais comuns do país. O número de assaltos no país é incrivelmente alto, sendo pelo menos duas vezes maior do que a média mundial. As informações foram divulgadas por um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O roubo de #Celular está entre um dos crimes mais comuns em um país que tem quase 2 celulares para cada um dos quase 205 milhões de habitantes.

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Em 2016, foram registrados 239 mil roubos de celulares somente no Estado de São Paulo, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

O número foi muito maior do que o de 2015, quando esteve na casa dos 194 mil roubos em São Paulo. Postagens como a da moradora da Zona Leste são comuns. Você, provavelmente, já deve ter lido a postagem de um amigo que dizia mais ou menos assim: “fui roubado, estou sem celular, quem quiser falar comigo só via inbox”.

Engano

As autoridades recomendam que ninguém reaja a assaltos e nem tente enganar o assaltante, que, nervoso, pode acabar agindo de forma ainda mais agressiva que o comum.

O ladrão, provavelmente, não percebeu que foi enganado porque a vítima deve ter falado que o celular estava sem bateria. Em caso de assalto, a polícia recomenda que seja feito um boletim de ocorrência e o chip utilizando no aparelho seja cancelado junto à operadora de celular para que sejam evitados maiores problemas.