A fé pode levar indivíduos a adotar comportamentos que as pessoas ao redor qualificariam de, no mínimo, extravagantes. Por exemplo, atente-se ao caso de Simeão Estilita, o Antigo, um asceta e santo do Século V, que passou mais de trinta anos sem interrupção nenhuma em cima de um pilar de mais de quinze metros de altura em uma região que hoje pertencente à Síria. Segundo se conta, ele foi tomado de entusiasmo pelo Cristianismo aos treze anos de idade e ingressou na adolescência em um mosteiro, do qual foi convidado a se retirar porque suas práticas ascéticas eram muito extremas - ele foi julgado inapto para a vida comunitária do local . Ele, então, decidiu se afastar da sociedade postando-se sobre uma acanhada plataforma em cima de um pilar.

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Antigo acabou ficando famoso, multidões o procuravam em busca de orações e conselhos. Um dia, um discípulo encontrou-o morto em posição de oração.

Caso parecido, só que inspirado pelo Hinduísmo, a #Religião dominante da Índia, é o caso do Sadhu Amar Bharati. Em 1970, ele abandonou sua vida comum, seu emprego e sua família para se tornar um asceta (um sadhu, no hinduísmo, é o nome dado ao asceta que renunciou ao mundo para realizar suas devoções religiosas). Em certo dia de 1973, ele ergueu seu braço direito em direção ao céu em honra de Shiva, uma das principais divindades do Hinduísmo. O braço dele continua erguido até hoje - durante esse tempo todo, ele nunca cortou as unhas, pois isso teria exigido abaixar o braço. Em entrevistas, o asceta disse que, além de um gesto de devoção à Shiva, ele mantinha seu braço erguido como um protesto em prol da paz mundial.

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Sadhu Amar inspira seguidores

Assim como Simeão Estilita inspirou vários imitadores na região em que ele viveu, a prática de Sadhu Amar Bharati inspirou outros ascetas hindus a seguir seu exemplo. Relata-se que alguns de seus discípulos chegaram a manter seus braços erguidos por mais de dez anos.

Apesar de ser surpreendente que um homem esteja conseguindo manter seu braço esticado por mais de quatro décadas. Quando ele esticou seu braço, o presidente do Brasil era o General Médici e o AI-5 estava em vigor, o presidente americano era Richard Nixon, a União Soviética ainda existia e o regime do Apartheid estava em pleno vigor na África do Sul. Pode-se dizer que a tarefa foi ficando mais fácil com o passar do tempo.

No começo, ele sentia o formigamento que acontece quando um membro "adormece". Como ele insistiu em não abaixar o braço, a sensação converteu-se em dor extrema. Depois de alguns dias, contudo, a dor foi cedendo. Hoje, segundo o asceta, o braço, cujos músculos atrofiaram, já fica na posição sem interferência dele. O braço erguido é menor do que o braço esquerdo. #Bizarro