O ex-presidente Juscelino Kubitschek costumava declarar que Deus o havia poupado do sentimento de #medo. Franklin Delano Roosevelt, eleito quatro vezes presidente dos Estados Unidos, disse em seu primeiro discurso de posse, no auge da Grande Depressão, que não havia nada a temer além do próprio medo. Políticos e suas declarações exageradas à parte, o medo pode ser um sentimento muito útil para indicar riscos à vida, à integridade física e a outros interesses do indivíduo, inclusive a segurança de seus entes queridos. Alguns medos, porém, parecem destituídos de utilidade e até um tanto esquisitos. A Ciência, contudo, vem estabelecendo hipóteses que podem explicar a existência de alguns deles.

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Por exemplo, dos quatro medos listados a seguir:

1 - Medo de buracos e padrões geométricos parecidos com eles

A #tripofobia é o medo de conjuntos de buracos ou de padrões geométricos que lembrem esses buracos. A princípio, parece um medo completamente sem razão de ser. Contudo, dois pesquisadores chamados Wilkins e Cole parecem ter achado uma pista promissora. Eles mostraram a voluntários fotos com o objetivo de achar pontos em comum nas imagens que despertassem reações de tripofobia. Um dos voluntários relatou medo ao ver fotos do polvo-de-anéis-azuis. A hipótese dos pesquisadores é que a tripofobia é uma herança de tempos em que os seres humanos tinham mais chances de encontrar animais selvagens - alguns dos mais venenoso deles, como o referido cefalópode e a cobra coral, possuem características análogas àquelas que despertam as reações dos portadores de tripofobia.

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2 - Medo de palhaços

A coulrofobia, o medo de palhaços, é outro medo que parece completamente inexplicável. Acredita-se, porém, que o fato de os rostos dos palhaços parecerem estar mascarados - pintados com cores chamativas e com uma expressão fixa pintada -, somado ao comportamento geralmente espalhafatoso deles (especialmente as risadas altas sem muito motivo) - predispõe o subconsciente a considerá-los uma ameaça.

3 - Medo de certos barulhos

A maior parte das pessoas tem uma reação angustiada a certos barulhos, como o de unhas arranhando o quadro-negro, por exemplo. Esses sons podem até causar alterações na pressão arterial e no ritmo cardíaco. Cientistas identificaram a faixa de frequências sonoras a que as pessoas tendem a reagir mais negativamente e constataram que os ouvidos humanos estão especialmente equipados para ouvir os sons nessa faixa. Especula-se que isso seja uma vantagem evolutiva: facilitaria, por exemplo, a tarefa de ouvir a prole chorando e satisfazer as necessidade dela.

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4 - Medo de bonecos

Uma das razões que pode tornar bonecos como o famoso Chucky, o Brinquedo Assassino dos filmes, um tanto assustadores - pelo menos para algumas pessoas - é o fato de que o cérebro humano tende a se sentir desconfortável quando tem dificuldades para decidir se um rosto é verdadeiro ou não. Bonecos realistas acabam despertando um sentimento de confusão, desconforto e vulnerabilidade, mesmo que o boneco não esteja vivo e ameaçando a pessoa com uma faca.