Há muitos boatos que envolvem a cobra, esse animal tão polêmico e famoso, que até mesmo já foi citado no livro mais conhecido do mundo: ‘a bíblia’. Segundo o que alguns cientistas brasileiros descobriram recentemente, o livro sagrado não estava muito longe da realidade quando contou a história da serpente que andava. Pois pelo que eles descobriram, em tempos antigos, elas tinham pernas e até mesmo ‘patas’.

Ao encontrar um fóssil de um animal, esses especialistas passaram a se perguntar se isso teria sido possível e se algum dia, as #Cobras já haviam tido quatro patas realmente. Eles chegaram a se perguntar se não se tratava de uma ossada de algum tipo de lagarto ou outro réptil específico que anda normalmente.

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Entretanto, depois de muito estudo, comprovaram que, curiosamente, eram realmente de determinadas espécies rastejantes.

Cobras com membros?

Outra pesquisa feita pelo Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley nos EUA, realizou um tipo de simulação onde haviam mudanças sequenciais no DNA de cinco tipos de cobras. Para os #Cientistas neste caso, o objetivo era simples, o de mostrar como o tal componente que forma a Zona de Atividade Polarizada (ZRS) – que desenvolve membros no corpo humano – poderia ser ativado também em animais.

Depois do experimento, os pesquisadores descobriram que tal sequência ZRS, nas cobras, é muito diferente do que a de outros tipos de animais. Fato esse que por si só, já comprova que há um avanço nesse tipo de pesquisa, isso levando em conta que outros geneticistas e demais biólogos, acreditavam que tais tipos de répteis não tinham tal componente em seu organismo.

De acordo com um relatório do estudo que foi publicado na revista cientifica ‘Cell’, a sequência ZRS foi encontrada no DNA de todas as espécies de cobras analisadas.

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E segundo o que os cientistas acreditam, esses répteis foram perdendo tais funções dos membros com o passar do tempo, tudo devido as alterações ocorridas no DNA e RNA deles.

Como funciona essa genética?

Já outro tipo de pesquisa, feita por Francisca Leal e Martin Cohn do Instituto Médico Howard Hughes, revelou que a mudança genética que ocorreu com as cobras, teria acontecido em um período especifico. Teria sido ele, o chamado Cretáceo Superior, que foi há cerca de mais de 66 milhões de anos.

Ao analisar tal acontecido onde a cobra píton perde a perna e depois recupera, os especialistas passaram a argumentar que tais características que permitia membros nesses animais, não foram perdidas, isso, mesmo depois da evolução. Segundo eles, esse pode ter sido o resultado das patas embrionárias. Ou seja, é como se elas estivessem sempre ali, escondidas todo o tempo e só surgiram de acordo com a necessidade, essa que pode variar dependo de cada lugar e clima.

De acordo com os especialistas, tal genoma necessário que desenvolve os membros, está sendo conservado no circuito da genética ativa no broto dos membros.

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O que indica realmente, que um dia, talvez por algum tipo de necessidade, as cobras possam voltar a ter pernas e patas novamente.

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