Já é lugar-comum, gasto como os lugares-comuns costumam ser, a observação segundo a qual nenhuma mulher realmente compra - muito menos usa - as peças extravagantes que modelos magérrimas desfilam de um lado para outro como sacrifício ao "gênio" criativo dos estilistas. Felizmente, a necessidade (mesmo das mais elitistas marcas de alta-costura) de efetivamente vender seus produtos, evita que as lojas sejam inundadas por produtos que mais parecem cruzamento da fantasia de carnaval e figurino de filme B de ficção científica. Em boa medida, o que acontece nos desfiles de moda fica nos desfiles de moda.

Apesar dos limites impostos pelo mundo real aos devaneios dos estilistas, alguns produtos de vestir baseados em conceitos mais do que duvidosos ficam às vezes ao alcance do consumidor final – e não se trata apenas de roupas femininas.

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A seguir, seis ridículos tipos de roupa que são vendidos impunemente por aí.

1 – Roupas de renda para homens

A não ser que seja algum tipo de tentativa de ensinar aos rapazes sobre os males da objetificação do corpo feminino, é muito difícil entender qual é o objetivo aqui.

2 – Calça jeans transparente e de plástico

Pelo menos teoricamente, todo produto deve satisfazer alguma necessidade ou algum desejo de alguém. O que levanta o problema de descobrir quem sente a necessidade – ou o desejo – de mostrar as pernas enquanto as protege atrás do plástico. Talvez gente que quer exibir as canelas sem que elas se molhem quando um carro passa voando por cima de uma poça de lama.

3 - Calça que vira short ou biquíni

Como no caso acima, a mistura de exposição e cobertura é confusa. Talvez seja uma roupa para quem quer poder sair direto de um ambiente em que não se pode ficar em trajes menores (templos, áreas comuns de condomínios, repartições públicas, etc.) para a praia.

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Qual é o problema em simplesmente vestir um biquíni por baixo da roupa ou carregar o shortinho em uma bolsinha? É deixado como um exercício para ser resolvido pelo comprador.

4 - Maiô que simula o corpo feminino, inclusive pelos

Ainda outro caso de confusão entre revelar e resguardar. É difícil imaginar qual pode ser a utilidade de um maiô que simula o corpo feminino, ou melhor, simula um corpo feminino que parece ter recebido um generoso transplante de pelos do Tony Ramos. Não serve para se bronzear, não exibe o corpo da mulher, não exibe sequer uma imagem particularmente atraente. Acima, falou-se que se espera que um produto satisfaça uma necessidade, um problema. Aqui, parece se tratar de uma solução em busca de um problema.

5 – Calças jeans que parecem estar sujas

OK, vá lá que a moda das calças jeans desfiadas e surradas não é de hoje, mas é difícil de entender por que razão alguém precisa de uma calça que pareça estar suja. É difícil entender qual mensagem alguém vestindo essa roupa está tentando passar além, talvez, de “não tenho cuidado com minha higiene básica”.

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Pelo menos, usando sujeira falsa em vez de sujeita verdadeira, a pessoa está cuidando da própria higiene básica (o que levanta a questão de saber se a pessoa descoberta usando uma calça dessas fica malvista no círculo das pessoas que não cuidam da própria higiene).

6 – Jaqueta cheia de mãos

É como se um monstro cheio de mãos e feito de chroma key tivesse capturado e estivesse sufocando a pessoa vestindo essa roupa. É difícil acreditar que alguém pagaria por isso. #Bizarro #vestimenta