Com mais de um milhão de acessos em seu blog no Portal UOL, Leonardo #Sakamoto é autor do livro “O que eu aprendi sendo xingado na internet”, lançado em no dia 06/06/16 na Livraria Cultura, em Brasília. Conhecido como uma das principais vozes do pensamento de esquerda da juventude nacional, Leonardo lançou seu livro com o objetivo de traçar um diagnóstico e fazer uma reflexão sobre o ódio e a intolerância que diariamente são disseminados nas redes sociais.

Dividido em 11 temas, como “Somos educados a tomar partido”, “Jornalistas não são jornalistas, leitores não são leitores”, “Falta Lexotan na água desse povo” e “Porque devemos continuar resistindo”.

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Os temas são abordados de uma forma clara e objetiva, que levam o leitor a refletir sobre a realidade que está sendo vivida nos dia de hoje.

Sakamoto desperta o interesse do leitor por usar situações reais e recentes, como a questão das eleições presidências de 2014. Em um trecho do livro cita como os filhos reproduzem o comportamento que aprendem em casa, por exemplo, comentários ofensivos sobre candidato A ou B que mais tarde são reproduzidos na escola, ambiente onde as opiniões diferentes devem conviver. Mas a educação brasileira tem muito para evoluir no quesito respeito a diversidade, pois é muito fiel a lógica binária, mais como o próprio Sakamoto diz, a vida é muito mais do que se vê.

O livro conta com uma vasta série de informações para identificar o bom e mau profissional, cita as “quatro patas” que sustentam o mau #Jornalismo, preguiça, ignorância, incompetência e ritmo industrial de produção, mostrando como é importante que o leitor esteja preparado para pensar com sua própria cabeça, de forma que checar e criticar a notícia se tornem funções primordiais do leitor.

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O debate público é o estopim para bons jornalistas e leitores, se o debate público fosse mais qualificado os jornalistas teriam que produzir reportagens com amplo conhecimento e vários pontos de vista e os leitores buscariam mais informação para manterem-se atualizados e com um conhecimento aprofundado.

Está na hora de reagir

“Passamos tanto tempo nos preocupando em garantir que os mais jovens decorassem datas de “descobrimentos” e locais de batalhas que não fomentamos o pensamento crítico. Muito menos mostramos a eles porque é tão fundamental aprender história.”. Esta frase define exatamente o porquê os jovens de hoje não tem interesse em ler sobre certos assuntos, apesar de nunca se leu tanto na história, a culpa é da internet então? Absolutamente não, os jovens se atraem por uma leitura com suposições e teorias de conspiração que são gostosas de ler, mas não levam nenhuma informação. O que falta para atrair os jovens são textos com elementos simbólicos da geração, discurso descomplicado, temática pensado no interesse do leitor, porque os leitores de hoje leem aquilo que consideram importante para a vida.

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Muita gente confunde opinião com discurso de ódio. Isso acontece porque a internet trás uma sensação de segurança e anonimato, mais ainda que o direito à liberdade de expressão seja garantido pela Constituição, o direito de garantir sua dignidade também está em questão.

A internet ainda é uma “zona desconhecida”. Ainda tem muito para ser explorado. A cada dia se conhece um pouco mais sobre esse território desconhecido. Por mais que pareça, a internet não é uma terra sem leis, políticas rigorosas vêm sendo criadas nos últimos anos, para garantir que ninguém tenha seus direitos violados.

O Brasil é resistência solitária e silenciosa de anônimos, que utiliza todos os meios possíveis para demonstrar a insatisfação que sentem, demandando direitos ou defendendo a democracia. As minorias sempre tiveram seus direitos violados e resistem, pois se juntam aos movimentos vão às ruas e defendem não o governo ou partido, mais ideias que vale mais que a própria vida. O país deixou de ser do povo há muito tempo, ele foi entregue às grandes empresas que se instalaram no #Brasil, mais mesmo assim o povo continua lutando por seus direitos e por seu país, porque o povo brasileiro é feito de resistência.