O ex-marinheiro Dwanya Hickerson foi julgado nesta semana pela morte de Dee Whigham, uma mulher transgênera que conheceu online e com quem mantinha um relacionamento. Dee trabalhava como enfermeira quando conheceu o seu agressor. Hickerson teria esfaqueado a sua parceira 119 vezes com uma lâmina de 25 centímetros, em um quarto de hotel do Mississipi, Estados Unidos, ao descobrir a sua verdadeira identidade. Na corte, o ex-marinheiro confessou que está arrependido e que teria perdido a cabeça.

A enfermeira, após relação sexual, teria abrido o jogo e contado para Hickerson que havia nascido homem e só depois de adulta é que resolveu trocar de sexo.

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O homem teria ficado indignado com a descoberta e partido para as agressões físicas, como ficou retratado no tribunal.

Ele admitiu tudo o que fez, revelando ter perdido a cabeça no momento em que confessou ter nascido um homem. Os exames após a morte revelaram que muitas das facadas foram disferidas no rosto de Dee. As facadas fatais teriam sido em sua garganta, onde ela havia sido cortada três vezes.

A polícia chegou a Dwanya Hickerson dois dias após a morte de Dee. Ele foi preso na base da força aérea de Keesler, nos Estados Unidos. Esse teria sido o primeiro encontro do casal, vários meses depois de se conhecer online.

Hickerson disse ainda que não sabe o que fez. "Eu perdi. Perdi", disse ao tribunal. Visivelmente arrependido, Hickerson tentou provar que foi um ato irrefletido, após ter feito uma descoberta inesperada, que o deixou completamente descontrolado.

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Apesar disso, ainda antes de ser sentenciado, pediu desculpas à família de Dee pelo crime bárbaro.

"Peço desculpa à família. Eu realmente queria que tudo tivesse acontecido de forma diferente. Se eu pudesse voltar atrás, eu faria diferente", disse, bastante comovido, em tribunal.

No estado do Mississipi, Hickerson poderia ter enfrentado a pena de morte se ele tivesse sido acusado por homicídio capital. Porém, como ele assumiu tudo desde o início, e se mostrou arrependido, foi condenado a 40 anos de prisão, sem possibilidade de liberdade condicional.

Denisha Whigham, irmã de Dee, esteve no tribunal, falou com Hickerson e acabou revelando que poderia compreender a reação do homem. "Eu posso entender sua raiva. Mas, sinto falta do meu irmão", contou a jovem, em declarações citadas pelo jornal Mirror.

#amor #Transgênero #Justiça