Nas últimas décadas, com o avanço da tecnologia e o acesso à internet cada vez mais universalizado, as redes sociais vêm dominando a web e conquistando cada dia mais e mais adeptos que, sem muita moderação, fazem questão de mostrar como sua vida é feliz e interessante por trás das telas dos smartphones [VIDEO] e computadores.

Mas será mesmo que todos os cliques compartilhados no #Facebook, #Instagram, Snapchat, Twitter e tantas outras comunidades virtuais, visando, quase que única e exclusivamente, que as pessoas reajam positivamente às imagens compartilhadas, expressam, de fato, a verdade?

Vida saudável, relacionamentos perfeitos, vida social agitada, o melhor trabalho do mundo? Diariamente, milhares de imagens e vídeos tentam mostrar que tudo é perfeito e harmônico, mas será mesmo que nos bastidores [VIDEO] é assim mesmo?

Um vídeo muito interessante feito pela Ditch the Label, uma das maiores entidades do mundo que luta contra o bullying, em parceria com a Boohoo, traz uma perspectiva da vida real bem diferente daquilo que se vê ilustrando os perfis individuais de cada um dos usuários das inúmeras redes sociais que existem.

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Vale a pena conferir o vídeo e parar alguns minutos para refletir um pouco a respeito.

Uma pesquisa divulgada pela Universidade da Califórnia, em 2016, mostrou que o cérebro gera uma descarga de dopamina - mesmo neurotransmissor responsável pelo sentimento de prazer e satisfação que o ser humano tem ao comer chocolates, fazer sexo ou ganhar dinheiro [VIDEO] - quando uma imagem ou postagem compartilhada nas redes sociais recebe muitos likes. Isso significa que o Facebook e o Instagram, por exemplo, são capazes de dar prazer às pessoas, o que pode resultar em um "vício" no mundo virtual.

De acordo com especialistas, as pessoas estão modificando o comportamento em busca de mais mais e mais curtidas, o que, segundo eles, as deixam mais vulneráveis à aprovação alheia. O que, com certeza, explica e fundamenta o vídeo divulgado pela Ditch de Label.

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Outro fator preocupante, segundo os dados divulgados, é que, ao se refugiarem nas redes sociais, as pessoas estariam perdendo a habilidade de se relacionarem pessoalmente. Segundo Cristiano Nabuco, que coordenada o grupo de dependências tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da USP, cada vez mais os jovens estão perdendo a capacidade de ler as emoções dos outros, o que faz com que optem por se esconderem atrás das telas do computador e dos smartphones, pois lá conseguem manter o total controle e mostram aos outros apenas o lado positivo. Para os especialistas, isso está criando uma geração de pessoas narcisistas, egocêntricas e egoístas. #RedeSocial