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Ele ou ela? Tanto faz, a escritora ou escritor, Juno Cipolla, não se identifica nem como homem e nem como mulher. Independentemente do tratamento que receber, seja no feminino ou masculino, isso não é motivo de incômodo.

Há três anos, Juno Cipolla se descobriu como #Transgênero não-binário. A descoberta foi feita em meio às mudanças emocionais e físicas pelo qual Juno passou. Cipolla se identifica como uma figura ambígua e gosta de ter barba e seios.

Sete namorados trans, esse é o número de pessoas com quem Juno mantém uma relação afetiva.

Juno contou sua trajetória. Quando nasceu, ele afirma que foi designado mulher. Ele alega que recebeu essa definição pelo fato de ter os órgãos femininos.

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De acordo com o relato dele, em sua infância, ele não tinha nenhuma noção do que era gênero, porém, mesmo assim, de uma forma ou de outra, ele não se identificava com o estereotipo feminino e revelou, que mesmo em sua infância, ele projetava a respeito de si mesmo uma figura masculina.

Durante sua infância brincava de carrinho, entretanto, ele tinha muitas bonecas.

Juno relata que, por muito tempo, sentiu que algo estava ‘fora’ e, por esse motivo, não conseguia se encaixar em lugar nenhum. Ele revelou [VIDEO] que até tentou ‘ser mulher’ durante sua adolescência, pois era isso que as pessoas diziam que tinha que ser. Durante suas revelações, contou que usava vestido, maquiagem e ia para as baladas com um grupo de amigas. Durante esse período, ele imitava tudo que suas amigas faziam, porém, ele não se sentia bem, ele não gostava de viver daquela forma.

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Por muito tempo, ele não se questionou. Juno, nunca imaginou que ele podia viver de outra forma.

Foi uma namorada que o ajudou a descobrir seus desejos mais íntimos. Embora nunca tenha se sentido homem, também nunca se sentiu uma mulher.

Foi sua ex-namorada Ana, que ao tratar os desejos dele com naturalidade, fez com que ele se questionasse a respeito de ‘quem era de verdade’.

Transformações

O que ajudou Juno a lidar com algumas questões foi o fato dele se afirmar como trans não-binário.

Ele conta que em seu guarda roupa possui peças femininas e masculinas. Quando vai sair, ele escolhe aquilo que considera confortável e bonito.Gosta de ser tratado no masculino ou no feminino. Por esse motivo, adotou o nome social Juno, por considerá-lo um nome neutro e também pelo fato de poder manter o apelido Ju, que ‘pertence’ ao seu registro de nascimento.

Preconceito

Ju revelou que sofreu preconceito até mesmo no meio trans. Embora tenha sofrido preconceito [VIDEO], deixou claro que nunca sofreu nenhum tipo de agressão física motivada por homofobia.

Juno ainda revelou que tem medo de que alguém descubra que ele não tem pênis e resolva estuprá-lo. #Transfobia #LGBT