Mais da metade da população mundial sofre com algum tipo de fobia. Animais, altura, enclausuramento, palhaços ou até mesmo padrões irregulares, como acontece com quem sofre com tripofobia, são alguns dos muitos exemplos de #medo que afligem a população. Entre essas fobias, está o medo de #escuro. O que muitas pessoas não sabem, é que esses medos não são construídos apenas com grandes traumas ou vivências desagradáveis. Em alguns casos, ele se dá por fatores genéticos.

Alguns dos fatores que podem explicar o medo dessa condição, são a evolução, as religiões, os misticismos e folclores e os períodos históricos.

Se levarmos em consideração a evolução humana, chegaremos ao ponto de partida onde o homem não manipulava o fogo ou ferramentas capazes de produzir luz durante a noite.

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Esse fator implica diretamente em nosso medo do escuro, pois uma vez que éramos criaturas completamente diurnas, tudo aquilo que surgia junto da noite era um perigo. A dificuldade de se defender dos predadores noturnos era gigante e nossos antepassados eram obrigados a conviver com essa incerteza. E essa associação com a incerteza de viver ou morrer durante as noites, está carimbada em nossos genes até hoje.

As religiões também tiveram sua parcela nesse medo. Em basicamente quase todas vemos sempre duas figuras, uma representando o bem e a outra o mal. Quase que como um clichê, as figuras que representam o bem são representadas por imagens repletas de luzes e fortes áureas em seu entorno. Já as figuras que representam o mal vem com uma estética, que se encaixa bem melhor em cenários de trevas.

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As religiões adotam essas maneiras de representação para mostrar qual o caminho deve ser seguido por parte dos seus fiéis, mas inconscientemente acabam aumentando essa representação de que tudo que vem com o cair da noite é ruim.

Em uma época, em que não podíamos contar com a eletricidade, ficar à mercê da utilização de lamparinas e lampiões era o que se tinha como fuga da total escuridão. Nesse período, quando áreas como eletricidade, segurança pública e saneamento básico ainda eram pouco exploradas, tudo podia ser interpretado da maneira que melhor convinha a quem presenciasse situações não rotineiras. Imagine-se tendo que desvendar um desaparecimento, que aconteceu durante a noite em uma época sem todo o nosso conhecimento e tecnologias atuais. Era dessa maneira que os nossos antepassados se viam ao se depararem com um assassinato. Com muita facilidade, nosso cérebro nos induziria à resposta mais rápida, e é aí que entram os misticismos e folclores. Muitas pessoas acreditavam que esses desaparecimentos e assassinatos podiam ser obras de demônios, fantasmas ou criaturas presentes nas culturas locais e acabavam tomando isso como verdade.

Independentemente de qual tipo de medo você sofra, se o considera uma fobia, busque um psicólogo. Ele te mostrará o melhor caminho para que você aprenda a lidar com isso.