O tão temido e já esperado aumento nas passagens do transporte urbano de Curitiba-PR foi finalmente anunciado no último dia 03. O reajuste das passagens foi de cerca de 15% para quem paga em dinheiro, ou seja, o preço passou de R$2,85 para R$3,30, já para os usuários que utilizam o cartão, o preço passa a ser de R$3,15.

A medida integra o pacote de corte de gastos da prefeitura, assim o custo do subsídio repassado, que até o ano de 2014 era de R$7,5 milhões ao mês, passa a ser de R$7 milhões, uma economia de R$6 milhões anuais.

Em nota a Prefeitura de Curitiba ainda informou que mesmo com o aumento das passagens não será possível cobrir a defasagem nos cofres públicos pelos repasses nos anos anteriores, lembrando que o reajuste nas passagens do transporte público da capital foi postergado inúmeras vezes.

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Vários elementos, segundo a administração municipal curitibana, integram o aumento dos custos com transporte, como o reajuste nos impostos, aumento do preço na gasolina, salário dos funcionários e etc.

A greve

Na segunda-feira (02), centenas de pessoas se reuniram na Boca Maldita, no centro da capital paranaense, para protestar contra o aumento das tarifas. O protesto seguiu pelas ruas centrais da cidade, acompanhado pela polícia militar, que não registrou confronto com os manifestantes ou danos ao patrimônio público.

Em meio a rumores do aumento, já confirmado, ainda pairam dúvidas sobre a permanência deste valor, já que corre boato de que as passagens ainda sofreram aumentos e podem custar R$3,80 ao usuário.

O salário dos trabalhadores do transporte público

Há algum tempo vem acontecendo greves no setor de transporte urbano em Curitiba por conta da falta de reajustes no salário e dos ajustes quase ínfimos na folha de pagamento dos trabalhadores.

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Em janeiro, uma greve paralisou o transporte urbano por 2 dias, no início de semana, deixando outros tantos trabalhadores sem condução, um prejuízo para a economia local, deixando os polos centrais da cidades vazios e ruas lotadas de carros.

Após protestos

Depois dos protestos, aumentos e possível acréscimo a curto prazo na tarifa urbana, um impasse ainda paira sobre o transporte na capital e região metropolitana: o #Governo, que é o responsável pelo repasse nas linhas metropolitanas, sugeriu o rateio de gastos com repasse entre a prefeitura e o estado, a prefeitura discordou da proposta e este posicionamento pode representar o fim da rede integrada do transporte em Curitiba e região metropolitana.