Apesar de tantos maus exemplos dados pelos acusados na operação '#Lava Jato', um grande presente foi dado a cultura do país. O Museu Oscar Niemeyer, que fica em Curitiba, recebeu nesta quita-feira (19), 139 telas apreendidas durante a décima fase da operação. Só do ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, foram apreendidas 131 telas, as outras restantes eram de outro preso nessa mesma fase da operação, o empresário Adir Assad.

Quem sai ganhando é a cultura, pois, já é a terceira vez que o museu recebe obras de envolvidos na operação 'Lava Jato'. Entre elas, estão obras de Alberto da Veiga Guignard, Djanira e Heitor dos Prazeres, dentre outras.

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Uma mostra, com o título " Sob a Guarda do Museu", está sendo montada para exibir as obras, a partir do dia 14 de abril. Estela Sandrine, diretora do museu, pretende expor todas as obras recebidas. Segundo ela, só não será expostas todas se a sala do museu não couber.

As obras que foram recebidas terão que passar primeiro por uma quarentena de limpeza, levantamento histórico, ficha técnica e procedência. Se no caso alguma obra apresentar problema, como fungo, não poderá entrar na exposição, pois ocorreria o risco das demais obras serem contaminadas. Se a procedência não for legal, também não poderá ser exposta.

O Delegado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, falou que as 131 obras que pertenciam a Renato Duque estavam todas expostas em seu apartamento. Ainda foi encontrado no apartamento de Duque, um quarto escondido atrás de um armário, "mas esse era apenas para guardar jóias e documentos da família,", afirmou o delegado.

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Algumas pessoas podem está a se indagarem porque essas obras não são leiloadas e o dinheiro ser revertido para obras sociais. Seria justo, mas se pensarmos bem, veremos que essa medida foi a mais plausível, pois, se leiloassem, as obras iriam parar em casas de colecionadores e, já que foi fruto do nosso dinheiro, nada mais justo que se tornem patrimônio público e fiquem onde possamos apreciá-las.