A Justiça do #Trabalho de Curitiba obrigou, através de ordem judicial, que 40% dos funcionários da coleta de lixo de Curitiba retornassem as suas atividades nesta quarta-feira à noite, 18. Os trabalhadores pedem aumento de salário no valor de 20% e aumento no vale-refeição em 30%.

Entenda a #Greve

Os trabalhadores da limpeza pública de Curitiba se queixam dos baixos salários pagos pela prefeitura de Curitiba e estão de greve desde dia 17/03. Serventes, roçadores e garis estão recebendo salários entre R$ 945,94 e R$ 1.118,26, de acordo com cada atividades que desenvolvem.

No dia 18/03, os trabalhadores fecharam a Avenida Getúlio Vargas, na capital do Paraná.

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O trânsito na avenida ficou complicado e causou transtornos para os curitibanos. A empresa ‘Cavo', responsável pela coleta de lixo em Curitiba, tentou negociar um reajuste com os profissionais da área, porém sem sucesso. A empresa ofereceu um reajuste salarial de 9,7%, mais um aumento de 10% no vale-alimentação. Além disso, a empresa prometeu um novo reajuste para setembro de 2015, num valor de 6% a mais no vale-refeição. A categoria não aceitou a proposta da empresa terceirizada pela prefeitura e a greve continuou.

A empresa ‘Cavo’ acionou a Justiça do trabalhou no dia 17, e conseguiu que 40% dos trabalhadores retornassem as suas funções, garantindo a coleta mínima por lei. A decisão começaria a valer a partir da noite do dia 18, mas os trabalhadores retornaram as suas funções parcialmente hoje, dia 19, pela parte da manhã.

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A Justiça do Trabalho ainda obrigou cobrança de multa num valor de R$ 20 mil por dia quase a ordem fosse descumprida.

A greve conta com a participação de 100% dos profissionais da limpeza, que prometem continuar a greve mesmo com a determinação da Justiça do Trabalho de contingente mínimo de 40% dos trabalhadores exercendo suas funções.

A prefeitura de Curitiba para diminuir os impactos provocados pela greve, começou a utilizar caçambas para receber o lixo levado pelos curitibanos. Mas a prefeitura orienta aos moradores de Curitiba, que usem menos possível as caçambas até que a greve acaba e a coleta de lixo da cidade volta à normalidade.